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Pandemia de Covid-19

"Não tenho alternativa". Boris Johnson aperta restrições e "cancela" Natal em Londres

19 dez, 2020 - 16:23 • Redação com Reuters

Com a média diária de novos casos de Covid-19 a aumentar por causa de uma nova estirpe do coronavírus já sob investigação, o primeiro-ministro britânico volta a impor confinamento generalizado.

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou este sábado a imposição de mais restrições face a um aumento de casos de Covid-19 no Reino Unido, pedindo à população que fique em casa e revendo os planos anteriormente anunciados para a época do Natal.

Com a média diária de novos casos de Covid-19 a aumentar em Inglaterra por causa de uma nova estirpe do coronavírus já sob investigação, Johnson disse que era urgente tomar mais medidas para diminuir a taxa de contágio.

"Eu sei quanta emoção as pessoas investem nesta altura do ano, sei quão desapontante isto vai ser", declarou em conferência de imprensa. Mas, adiantou, "não tenho alternativa."

"Dado o que já sabemos sobre esta nova variante do vírus, o potencial risco acrescido que representa, é de coração pesado que vos digo que não podemos manter os planos de Natal."

Johnson disse que não há provas de que a nova estirpe seja mais agressiva ou letal, ainda que assuma que "pode ser até 70% mais transmissível do que a variante anterior". Os dados, esclareceu, são preliminares e serão ainda sujeitos a revisão.

O Reino Unido volta assim a um confinamento geral, com exceção para quem tem de trabalhar ou outro motivo excecional; todo o comércio não-essencial vai encerrar, bem como ginásios e similares e o setor cultural. Nas ruas, os encontros sociais estão limitados a duas pessoas em espaços abertos.

As pessoas residentes em Londres e no sudeste de Inglaterra, onde as taxas de contágio são atualmente mais elevadas, já não vão poder encontrar-se com pessoas de outras zonas do país no Natal. A restante população poderá reunir-se com amigos e familiares apenas durante um dia para as celebrações, em vez dos cinco que tinham sido anunciados anteriormente.

As restrições entram em vigor às 00h deste domingo. Cerca de 15 milhões de pessoas serão afetadas pelas novas regras.

O país de Gales também vai entrar em confinamento à meia-noite. Na Irlanda do Norte, o confinamento começará depois do Natal. Já a Escócia proibiu viagens de e para o resto do Reino Unido durante o período de festas.

Nova estirpe sob investigação

Ainda não há provas de que a nova estirpe do coronavírus detetada no sudeste de Inglaterra, VUI-202012/01, seja mais agressiva ou que venha a ter impacto na taxa de mortalidade associada à Covid-19 ou nas vacinas que estão agora a começar a ser administradas a profissionais de saúde em todo o mundo.

A comunidade científica está neste momento a analisar com urgência como se comporta esta variante do vírus.

"Já alertámos a Organização Mundial de Saúde e continuamos a analisar os dados disponíveis para melhorarmos a compreensão [da estirpe]", indicou Chris Whitty, diretor-geral de Saúde de Inglaterra, em comunicado divulgado esta semana.

O Reino Unido está incluído na lista dos 10 países com maior número de infeções e de mortes associadas ao novo coronavírus - mais de 1,9 milhões de casos e 66.541 óbitos.

Este sábado, o Reino Unido registou mais de 27 mil novos casos de infeção por Covid-19 a par de 534 mortos, seguindo a tendência de rápido aumento diário de casos que tem vindo a ser registado.

Esta tarde, Patrick Vallance, conselheiro-chefe científico do Governo, disse que as vacinas de Covid-19 já desenvolvidas parecem ser adequadas ao gerar uma resposta imunitária a esta nova variante do coronavírus que aparenta ser mais transmissível que estirpes anteriores.

"Achamos que [esta variante] pode já estar presente noutros países", acrescentou Vallance aos jornalistas. "Pode ter começado aqui, não temos ainda a certeza."

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