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Honda E Advance – Conduzir de forma futurista, com design retro.

14 dez, 2020 - 20:03 • José Carlos Silva

O Honda 600 pode sentir-se honrado pelo desafio estilístico que deu origem às linhas do Honda E.

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Exterior

Dos faróis redondos ao desenho simples mas cativante, passando pelos interiores é difícil encontrar defeitos

Foi dos automóveis que conduzimos nos últimos tempos que mais sorrisos provocou à sua passagem. Na autoestrada, teve a proeza de ser acompanhado na faixa mais à esquerda por condutores a velocidade reduzida a tirarem-lhe as medidas. E percebe-se porquê: Linhas depuradas num automóvel compacto com uma ligação ao passado e ao mesmo tempo muito futurista.

Interior

Diria que neste caso este é o trunfo do Honda E. Começamos pelo tablier, ou melhor, pelos ecrãs no tablier que se estendem da esquerda à direita de todo o espaço à frente do condutor e do passageiro. No modelo testado, os espelhos retrovisores foram substituídos por camaras, que transmitem as imagens exteriores para dois pequenos ecrãs, um ao lado esquerdo do volante e outro no extremo direito.

O tablier incorpora uma espécie de prateleira a imitar madeira com os botões para o rádio numa posição deitada.

O espelho retrovisor interior apresenta uma superfície espelhada quando o carro está desligado, e transforma-se num ecrã ligado a uma camara traseira.

Os bancos são confortáveis, com algum apoio lateral, num tecido que parece flanela, que de resto, é igualmente aplicado nas forras das portas.

O banco traseiro é espaçoso para duas pessoas, mas o acesso não é o mais fácil.

Motor

É aqui, como diz o povo, “que a porca torce o rabo”. Eficaz sim, suave, muito, mas com uma autonomia que no nosso caso não ultrapassou os 160 quilómetros. E é tão fácil fazer 160 quilómetros.

No volante é possível “trabalhar” de forma a poupar mais energia na regeneração, utilizando para esse efeito, as patilhas que ocupam o lugar habitualmente utilizado para fazer subir ou descer as mudanças na caixa de velocidade. Que neste caso, não existe.

Não é dos carros eléctricos mais rápidos que estão no mercado, mas tem um charme muito próprio que rapidamente faz ultrapassar este “pormenor”.

A bagageira é também pouco mais do que simbólica, tendo em conta que convém nela transportar também os dois sacos com os cabos de carregamento.

Em jeito de conclusão: É um carro magnífico, de boa construção, onde nos sentimos a conduzir rumo ao futuro. Mas estando o futuro tão longe, dava muito jeito uma autonomia maior.

O modelo testado, o Honda E Advance custa 37.250 Euros com campanha de financiamento.

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