Tempo
|
A+ / A-

Covid-19. Menos de 10% dos portugueses não querem ser vacinados

11 dez, 2020 - 07:47 • Celso Paiva Sol com redação

Os números são revelados na Renascença pelo coordenador do Plano Nacional de Vacinação. Convidado do programa Em Nome da Lei, Francisco Ramos reforça que só quando metade da população estiver vacinada será seguro aliviar as restrições em vigor.

A+ / A-
Covid-19. Menos de 10% dos portugueses não querem ser vacinados
Covid-19. Menos de 10% dos portugueses não querem ser vacinados

Só entre 6% e 8% dos portugueses não querem ser vacinados contra a Covid-19. É o que revelam os estudos que o Governo tem feito sobre o assunto e os valores são considerados positivos pelo coordenador do Plano Nacional de Vacinação.

“Têm sido feitos regularmente inquéritos sobre isso e os últimos números que temos, eu diria que são francamente positivos: entre 6% e 8% dos portugueses declaram não querer vacinar-se. Apenas 6% a 8% dos portugueses, atrevo-me eu a dizer. Ou seja, é um número francamente positivo”, diz Francisco Ramos à Renascença.

Agora, um dos objetivos é convencer a população de que a vacina é segura. “Aquilo que nos compete também é, em termos de comunicação, garantir aos portugueses que a vacina pode demorar um pouco mais, exatamente porque as autoridades estão a trabalhar para que a vacina seja segura”.

Os desafios logísticos das eleições presidenciais e do plano de vacinação à Covid-19
Veja aqui o Em Nome da Lei deste sábado na íntegra

Convidado do programa Em Nome da Lei, emitido no sábado ao meio-dia, o responsável pelo processo de vacinação insiste na ideia de que só quando metade da população estiver vacinada é que será seguro aliviar as restrições em vigor. E isso só acontecerá lá para junho.

“Quando houver vacinas em Portugal, temos de ser capazes de as administrar a todos os portugueses que se queiram vacinar. E, portanto, se tivermos disponibilidade de vacinas muito superior a esse número, teremos de ser capazes de reunir os meios necessários para administrar números superiores. Eu estimaria, digamos, num ritmo máximo de 100 mil por dia, quer dizer cerca de dois milhões de inoculações por mês e, portanto, um milhão de portugueses vacinados por mês”, começa por dizer.

“A perspectiva com que estamos a trabalhar, com todos os riscos de incerteza que temos neste momento, é conseguir atingir metade da população portuguesa vacinada no final da Primavera e a partir daí, sim, começarmos a considerar que teremos certamente condições para aliviar as medidas de contenção em que temos vivido”, revela.

As primeiras doses da vacina deverão chegar no início de janeiro e de imediato irão começar a ser contactadas as 950 mil pessoas previstas para a primeira fase – uma responsabilidade que cabe ao sistema de saúde, lembra Francisco Ramos.

“Todos os portugueses são utentes do Serviço Nacional de Saúde e a enorme maioria é utilizadora dos centros de saúde e, portanto, a sua informação clínica está ao dispor dos serviços de saúde. A identificação das pessoas que têm as patologias consideradas nesta primeira fase, e depois na segunda fase, será feita pelos serviços de saúde e a iniciativa do contacto partirá dos serviços de saúde, propondo às pessoas se querem vacinar ou não – a vacina não é obrigatória, as pessoas terão de confirmar que desejam vacinar-se”, explica.

O contacto será feito “por telemóvel, por carta, conforme os elementos que houver no seu processo de registo no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, assim será a forma de contacto e o que queremos é utilizar todas as que estejam disponíveis”, indica por fim Francisco Ramos.

O Em Nome da Lei debateu este sábado as operações logísticas do Plano Nacional de Vacinação e também das presidenciais de janeiro. O alargamento do voto antecipado em mobilidade a todos os eleitores que optem por essa via, dependente apenas de uma inscrição, irá fazer com que tenhamos “umas eleições presidenciais com dois dias de votação”, afirmou o secretário de Estado adjunto da Administração Interna, Antero Luís.

O programa repete às 24h00 de sábado e estará também disponível em podcast e aqui, no site da Renascença.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • joaquim pires
    12 dez, 2020 ALCABIDECHE 18:17
    Os TONTINHOS que não querem doar orgãos quando morrem tambem não deveriam recebê-los em vida, por analogia os TONTINHOS que não querem a vacina deveriam perder o direito de sair de casa.
  • Bruno
    11 dez, 2020 aqui 08:57
    Convencer a população que a vacina é segura?! Mau! A vacina ou é segura ou não é segura. A segurança não é uma questão de retórica.

Destaques V+