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Eduardo Catroga: "É natural que Marcelo possa não ter a votação a que aspiraria"

07 dez, 2020 - 18:01 • Sandra Afonso com redação

O ex-ministro das Finanças admite votos de protesto nas presidenciais, mas sublinha que Marcelo tem larga vantagem.

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Eduardo Catroga, antigo Ministro das Finanças de Cavaco Silva, não tem dúvidas da vitória de Marcelo Rebelo de Sousa nas presidenciais, em janeiro do próximo ano. A diferença de qualidade entre ele e os outros candidatos é muito grande, na opinião do ex-"chairman" da EDP. Ainda assim, a dispersão de votos e o populismo poderão fazer com que o atual Presidente da República não ganhe com a margem de votos que esperaria.

Catroga rejeita qualquer tabu sobre o anúncio da recandidatura. Em entrevista à Renascença, o social-democrata defende que o Presidente da República tem todo o direito de escolher a data do anúncio e isso não deverá prejudicá-lo nas urnas.

"Não terá qualquer impacto na votação. A diferença de qualidade entre o candidato Marcelo Rebelo de Sousa e os outros candidatos é de tal forma grande", sublinha.

Para Catroga é, no entanto, natural "que haja votos de protesto", e que Marcelo "possa não ter a votação que aspiraria". Ainda assim, afirma ter a certeza de que Marcelo "vai ganhar por uma maioria folgada, porque é de longe o melhor candidato".

O economista Eduardo Catroga, nesta entrevista à Renascença, deposita ainda em Marcelo um papel essencial a curto e médio prazo para o país – o garante de uma convergência partidária.

As eleições presidenciais estão marcadas para 24 de janeiro. Os outros candidatos já anunciados são Ana Gomes, Marisa Matias, João Ferreira, André Ventura, Tino de Rans, Tiago Mayan Gonçalves e Bruno Fialho.

Nos termos da lei, se nenhum dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, excluindo os votos em branco, haverá um segundo sufrágio, 21 dias depois do primeiro, entre os dois candidatos mais votados - neste caso, será em 14 de fevereiro.

O próximo Presidente da República tomará posse perante a Assembleia da República no dia 9 de março de 2021, último dia do atual mandato de cinco anos de Marcelo Rebelo de Sousa.

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