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Portimonense

Theodoro Fonseca recorda Vítor Oliveira. "O futebol e o mundo perdem um grande senhor"

28 nov, 2020 - 15:06 • Eduardo Soares da Silva

Acionista da SAD do Portimonense recorda o treinador com quem trabalhou dois anos, que considera "um grande amigo" e um "símbolo e bandeira" do clube algarvio.

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Theodoro Fonseca, dono da SAD do Portimonense, diz que "o futebol perde muito" com a morte de Vítor Oliveira. O dirigente do clube algarvio trabalhou com o treinador nas épocas 2016/17 e 2017/18 e lamenta a morte de "um grande amigo", e de uma pessoa "que ninguém tinha um dedo a apontar".

"Perdi um verdadeiro amigo, um senhor, sempre esteve presente. Para lá das qualidades técnicas estava o homem que me ensinou muito, era um amigo de verdade. Estou sem palavras para retribuir ao senhor Vítor. Ficam os meus pêsames aos amigos e família, que descanse em paz. Não dá para entender, é uma semana muito pesada para todos. Com essa notícia do Vítor, ficamos sem chão", diz, em declarações à Renascença.

O acionista maioritario do emblema de Portimão recorda a imagem "vencedora" de Vítor Oliveira e as muitas chamadas e almoços com o técnico, mesmo quando já tinha deixado o comando técnico do Portimonense, para quem Vítor é "um símbolo, uma bandeira".

"Vamos manter a imagem forte e vencedora do Vítor. Nunca quis deixa ninguém triste, sempre com o seu pensamento vitorioso, lembro muitas chamadas quando não estava presente, de noite e de dia, os almoços, mesmo quando ele já não estava no Portimonense. Almoçava com ele em Matosinhos. Pessoa fantástica, só tenho de agradecer o que ensinou, o que foi para os apaixonados do futebol. Para o Portimonense é um símbolo, a nossa bandeira, o nosso Vítor de sempre", recorda.

O treinador, que era conhecido como "o rei das subidas", por ter conseguido 11 subidas de divisão da II para a I Liga, morreu este sábado, aos 67 anos. O antigo treinador do Gil Vicente estava atualmente sem clube e tinha admitido ponderar não regressar ao futebol e retirar-se.

Teodoro Fonseca recorda o discurso honesto de Vítor Oliveira, um treinador que apesar de ser "muito frontal", não existia "uma pessoa que tenha um dedo a apontar" ao técnico.

"Era um amigo de todos. Futebol perde muito com o senhor Vítor Oliveira. Não media palavras, sempre muito honesto, frontal. Mais do que pelas conquistas, pelo ser que sempre foi. Não conheço uma pessoa que tenha um dedo a apontar ao Vítor. A palavra dele era sagrada, era ordem e lei, os seus conselhos. Nunca falou mal de ninguém. O futebol e o mundo precisam. O mundo perde um grande senhor hoje. Sempre fui o maior fã dele, é a pura verdade", termina.

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