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O dia em que Maradona pediu a Carlos Manuel para trocar a camisola

25 nov, 2020 - 17:27 • Carlos Dias , Eduardo Soares da Silva

Antigo capitão do Sporting recorda eliminatória da Taça UEFA contra o Nápoles. Capitães trocaram de camisola no fim do jogo e a fotografia ficou para a história. "É um mito e será imortal. Era um jogador fantástico", afirma.

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Carlos Manuel, antigo jogador do Sporting, recorda o jogo da época 1989/90 em que Diego Maradona, que morreu esta quarta-feira, pediu para trocar a camisola consigo, depois de uma eliminatória da Taça UEFA contra o Nápoles.

Em declarações a Bola Branca, o antigo jogador, hoje com 62 anos, recorda as vezes em que alinhou contra o jogador argentino: "Tive o prazer de o conhecer, joguei três vezes contra ele, uma vez em 1981, num amigável do Benfica em Buenos Aires, e os dois jogos contra o Nápoles, a eliminatória da Taça UEFA".

Nessa ocasião, Diego Maradona pediu a Carlos Manuel para ficar com a sua camisola no fim do jogo, uma vez que o argentino só trocava camisola com os capitães de equipa. O Nápoles eliminou o Sporting na eliminatória nas grandes penalidades.

"Eu era capitão e ele também. No jogo em Alvalade ele ficou no banco, foi na fase em que ele reapareceu, foi o primeiro jogo depois do retorno dele, após os problemas. Ficou no banco, número 16, e entrou. Naquela altura, os repórteres estavam na pista e iam a falar connosco até às escadas do túnel. Na altura ia a descer as escadas e alguém me toca nas costas. Olho e era o Diego a pedir para trocarmos a camisola. Era impossível não trocar, e eu normalmente não trocava, porque os meus amigos pediam camisolas. Na altura, ele só trocava a camisola com capitães e foi o que aconteceu", diz.

Carlos Manuel recorda um jogador que, apesar de todos os problemas, sempre foi adorado pelo mundo do futebol e será "imortal".

"Independentemente das fases menos boas que teve na vida, se olharmos bem, é uma pessoa que todos gostam. É um mito e será imortal. Era um jogador fantástico", recorda.

Diego Armando Maradona morreu esta quarta-feira aos 60 anos, confirmou a Federação de Futebol Argentino (AFA).

De acordo com a agência noticiosa "Reuters", o antigo futebolista argentino sofreu um ataque cardíaco. O presidente da Argentina, Alberto Fernández, declarou três dias de luto nacional.

Maradona já tinha apresentado sinais preocupantes no início de novembro, quando teve de ser internado por anemia, desidratação e baixo estado anímica. No hospital, foi-lhe detetado um coágulo no cérebro (hematoma subdural) e teve de ser operado de urgência.

A 12 de novembro, o antigo internacional argentino teve alta médica e foi transportado, de ambulância, para prosseguir tratamento para a adição ao álcool, para uma casa nos arredores de Buenos Aires, onde viria a falecer, esta quarta-feira.

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