Tempo
|
A+ / A-

Pandemia de Covid-19

“Não Deixes cair a Máscara”. Campanha apela a uso de máscaras reutilizáveis

24 nov, 2020 - 09:25 • Marta Grosso com redação

Pela saúde pública e pelo ambiente, a campanha de sensibilização é lançada pelo Governo no dia em se renova o estado de emergência. UGT lembra que são os patrões que devem fornecer as máscaras.

A+ / A-

O Governo lança, nesta terça-feira, uma campanha em prol do uso de máscaras reutilizáveis em vez de descartáveis. O apelo chega da secretária de Estado do Ambiente no dia em que é lançada a campanha "Não Deixes cair a Máscara".

Todos os meses, os portugueses gastam em média cerca de 160 milhões de máscaras.

“Chegámos a um número que anda qualquer coisa entre as 150 milhões e as 170 milhões de máscaras por mês, o que é um número particularmente expressivo. É certo que se trata de uma estimativa, mas, de facto, se só 1% for descartado indevidamente, estamos a falar de qualquer coisa como seis toneladas de plástico e, portanto, trata-se não só de uma questão de saúde pública, mas também um problema de saúde ambiental”, defende Inês dos Santos Costa à Renascença.

A iniciativa pretende também sensibilizar os portugueses a colocar as máscaras descartáveis em lixos normais e não em ecopontos ou no chão.

Patrões têm de fornecer máscaras para trabalhar

As máscaras ou viseiras são obrigatórias, a partir desta terça-feira e no âmbito do novo estado de emergência, nos locais de trabalho. Os sindicatos alertam que os equipamentos têm de ser fornecidos pelas empresas e o dirigente da UGT apela aos trabalhadores que denunciem falhas ou incumprimentos por parte das entidades patronais.

“Temos alertado os nossos sindicatos para que nos façam chegar relatos dessas situações, onde não há esse cumprimento, e também apelamos aos trabalhadores que, junto dos seus sindicatos ou das centrais, denunciem situações dessas para nós podermos colocá-las a quem de direito”, diz Sérgio Monte à Renascença.

“Estamos a tratar de uma questão de segurança, de saúde e não é só a saúde do trabalhador, é a saúde pública”, sublinha nestas declarações.

O líder desta central sindical lembra que o princípio está estabelecido na Lei de Bases de Saúde e Segurança no Trabalho: “as empresas têm obrigação de atuar na prevenção, saúde e segurança dos trabalhadores”.

“Os trabalhadores fazem as análises temporárias, fazem os exames médicos necessários e o empregador deve dotar os trabalhadores dos equipamentos de proteção individual. E a máscara agora é um equipamento de proteção individual para todos os efeitos”, remata.

Sérgio Monte lembra também que estão disponíveis apoios a fundo perdido para as empresas comprarem os equipamentos de proteção.

Nesta terça-feira, entra em vigor mais um estado de emergência, que vai vigorar até dia 8 de dezembro.

Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.