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MotoGP. Portugal pode continuar no calendário na próxima temporada

18 nov, 2020 - 09:48 • Lusa

Presidente da Federação Internacional de Motociclismo diz que Portugal tem pré-acordo para receber corrida até 2022.

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O presidente da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) admitiu à Lusa que, apesar de estar no calendário de 2021 apenas como prova de reserva, existe a possibilidade de o Grande Prémio de Portugal se disputar mesmo em abril.

"Portimão tem pré-acordo para ser prova de reserva até 2022. A partir desse ano, há um pré-acordo [com a Dorna, empresa promotora do campeonato] para entrar no calendário. Em 2020 já entrou como prova de reserva. Em 2021, caso se repitam as restrições devido à pandemia, Portimão entrará normalmente no calendário", acredita o português Jorge Viegas.

Neste momento, o Grande Prémio da República Checa está ainda pendente do novo asfaltamento do circuito de Brno e, caso a obra não avance até agosto, "deverá ser a Rússia a entrar no calendário", explica.

No entanto, Jorge Viegas adverte que Portugal pode vir a ser chamado a entrar no calendário, caso as viagens para a América do Norte estejam condicionadas devido à pandemia em abril de 2021.

"É mais fácil [Portugal entrar no calendário] logo em abril, desde que falhe a prova da Argentina ou dos Estados Unidos, se nessa altura, ainda houver restrições de viagens para o continente americano", explicou Jorge Viegas.

O dirigente máximo do motociclismo mundial garantiu, ainda, tudo fazer "para que Portugal venha a ter um Grande Prémio regularmente", apesar de se estar "a viver tempos diferentes".

Sobre a corrida deste fim de semana, em Portimão, que fecha a temporada de 2020, Jorge Viegas espera "que seja uma prova muito disputada, que o Miguel [Oliveira, em KTM] tenha uma boa classificação e que corra tudo bem".

Sobre a ausência de público nas bancadas do Autódromo Internacional do Algarve, o presidente da FIM admitiu que "a saúde pública está em primeiro lugar".

"A ausência de público, na prova em si, não tem nenhum impacto. O único que poderá ter é para as finanças do organizador e para as pessoas que queriam ir ver a prova e não podem. Eventualmente, terá algum impacto para a motivação do Miguel, mas a saúde pública está em primeiro lugar", destacou Jorge Viegas.

Sobre o que aconteceu durante o Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, prefere "não comentar".

"Vi as imagens, como toda a gente. O organizador diz que foi uma situação pontual. De qualquer forma, o concelho de Portimão passou a integrar a lista de concelhos de maior risco. Portanto, se não fosse na altura [a proibição de haver público na prova de MotoGP], seria agora, pois as pessoas não se poderiam deslocar", disse o presidente da FIM.

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