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Honda Crosstar. Dizem que é uma espécie de "Jazz" prático e eficaz

13 nov, 2020 - 22:40 • José Carlos Silva

O preço não ajuda. Mas apresenta como atributos de peso o facto de ser despachado e confortável com ar de crossover.

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Exterior

À primeira vista confunde. Será um Honda Jazz com esteroides? Anda lá perto.

Com um aspecto mais robusto do que o Jazz, este Crosstar apresenta um pára-choques saliente, com uma grelha de dimensão maior que o Jazz, e os faróis de nevoeiro estão encaixados em enormes plásticos pretos.

Plásticos pretos que de resto se prolongam ao longo da carroçaria, nas embaladeiras, imediatamente por baixo das portas, e também na parte inferior do pára-choques traseiro.

E já que aqui estamos, o portão traseiro tem dimensões generosas, tal como os conjuntos ópticos traseiros e também os dianteiros.

Interior

"Clean" poderia definir a filosofia do interior deste Honda Crosstar. Não é propriamente despido, mas tudo parece servir o objectivo último da funcionalidade, com conforto. Nota positiva para a posição de condução, para a visibilidade, apesar de existirem dois pilares da carroçaria no campo de visão do condutor, um mais próximo, e outro que termina só no fim do tablier. Esta opção permite uma luminosidade no interior, bastante agradável.

O quadrante é de pequenas dimensões, cerca de 5 polegadas, e o ecrã multifunções no tablier é pouco maior.

Nota positiva igualmente para os materiais utilizados, nomeadamente no tablier, com toque de tecido resistente, mas não agressivo.

Para além da boa posição de condução, para que contribuem os bancos, apesar de simples, o espaço interior constitui um outro atributo. Embora tenha cinco lugares, podemos dizer que em conforto, quatro é o ideal. Até porque o espaço de bagageira, é de 304 litros, podendo esticar até aos 1200 com a ajuda do "rebatimento" dos bancos. As baterias são responsáveis por meia centena de litros de capacidade na bagageira.

Este modelo dispõe ainda de dois porta luvas, sobrepostos.

Motor

Este Honda Crosstar 1.5 HEV Executive, tem um bloco a gasolina com 1.5 litros, e um motor eléctrico síncrono permanente que passa dos 98 cavalos apenas a combustão, para os 109 cavalos de potência combinada.

O motor deste Crosstar revela-se uma boa surpresa. No arranque, ou a muito baixa velocidade emite um zumbido, que não sendo desagradável é audível o suficiente para avisar os peões mais distraídos.

Na aceleração, vai do zero aos cem em quase 10 segundos. E atinge a velocidade máxima de 173 quilómetros.

Se quer um carro para "andar a abrir", esqueça. É numa condução descontraída, que melhor se desfruta da suavidade deste Honda Crosstar, que tem três modos diferentes de condução, sendo que só um deles, o Engine Drive, recorre directamente ao motor de combustão.

As transições entre eléctrico e combustão são praticamente impercetpíveis. Excepto quando se esmaga o acelerador.

Os consumos são reduzidos, na casa dos 4 litros aos cem.

É uma opção a considerar, se puder despender de 32.840 euros para a versão testada, o Honda Crosstar 1.5 HEV Executive.

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