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PSP preocupada. Concurso com mil vagas teve 793 candidatos

10 nov, 2020 - 14:37

Direcção nacional lamenta "falta de atratividade da função policial ".

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A direção nacional da PSP manifestou, esta terça-feira, preocupação “por não ter sido possível preencher todas as vagas disponíveis” para o concurso de ingresso na Polícia, considerando que falta de candidatos para agentes pode indicar “falta de atratividade da função policial”.

“Obviamente que a PSP vê com preocupação o facto de, na sequência do processo de recrutamento e seleção para o 16.º CFA [Curso de Formação de Agentes], não ter sido possível preencher todas as vagas disponíveis, o que, devido a vários motivos, indicia alguma falta de atratividade da função policial que urge recuperar e que a PSP tudo fará para conseguir”, refere a direção nacional daquele polícia, em comunicado.

O comunicado da Polícia de Segurança Pública surge após ter sido conhecida a listagem de candidatos aprovados ao curso de formação de agentes, que contabilizou apenas 793 candidatos aprovados para mil vagas disponíveis, e os critérios de seleção dos novos polícias.

A PSP explica que se encontra “em fase final o processo de recrutamento e seleção para o 16.º Curso de Formação de Agentes, que decorrerá na Escola Prática de Polícia, estabelecimento de ensino da PSP que tem feito um esforço notável de adaptação ao contexto pandémico que nos afeta”.

Segundo a PSP, este curso enquadra-se no plano plurianual, para 2020/2023, de admissões às forças e serviços de segurança, previsto no Orçamento de Estado deste ano, e atualmente aguarda-se a emissão do despacho conjunto dos ministros da Administração Interna, das Finanças e da Modernização do Estado e da Administração Pública para que se possa iniciar.

Esta força de segurança explica que a pandemia de covid-19 obrigou, durante vários meses, ao confinamento de pessoas e ao encerramento de diversas infraestruturas desportivas, “o que dificultou e limitou a preparação física dos candidatos”.

A PSP frisou que o júri do concurso “deliberou propor a introdução de um fator de majoração na avaliação das provas físicas prestadas por todos os candidatos, antes do início das mesmas, o que foi autorizado pelo diretor nacional da PSP, na prossecução do manifesto interesse público”, precisou.

A PSP garantiu ainda que os critérios de seleção e as provas prestadas pelos candidatos “não sofreram qualquer alteração ou beneficiação”, nomeadamente na prova cultural, e que os candidatos ao 16.º CFA foram “selecionados com todo o rigor e mérito”.

Segundo os sindicatos da PSP, pela primeira vez num concurso da PSP as vagas previstas não foram preenchidas.

A falta de elementos na PSP e um efetivo envelhecido tem sido um dos principais problemas neste força de segurança.

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  • Cidadao
    10 nov, 2020 Lisboa 17:55
    Além da baixa natalidade, o que significa menos gente para recrutar, os agentes arriscam a pele, têm poucos meios, apanham criminosos que quase saem em liberdade antes mesmo de os agentes preencherem os relatórios, são incompreendidos e certas franjas da população acompanhadas dos escribas habituais de serviço hostilizam e diabolizam o mais que podem a função policial perante o silêncio de quem os devia defender mas não quer perder votos, e tudo isto por um ordenado miserável e zero ou quase de respeito. Para quê ser polícia?
  • Ivo Pestana
    10 nov, 2020 Funchal 16:11
    Façam chegar o concurso às nossas comunidades no estrangeiro. Muitos querem voltar ao país e poderiam ingressar na PSP. Não esquecer que a natalidade baixou e existem mais opções. Portugal é um país de fardas.