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António Costa acusa Bloco de se juntar à direita

27 out, 2020 - 15:18 • João Carlos Malta

Primeiro-ministro não nomeou o Bloco de Esquerda, mas foi o partido de Catarina Martins que esteve na mira de António Costa.

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O primeiro-ministro, António Costa, acusou esta terça-feira, na discussão na generalidade das grandes opções do plano e do Orçamento do Estado de 2021, o Bloco de Esquerda de se juntar à direita e deixou de fora o partido liderado por Catarina Martins quando referiu a coerência política ao longo dos últimos anos e o sentido de voto neste Orçamento.

António Costa nunca se referiu diretamente ao Bloco de Esquerda, mas foram sempre os bloquistas que estiveram na mira do primeiro-ministro no final da intervenção que abriu a discussão.

Costa disse que este Orçamento é a "continuidade à mudança que começamos há cinco anos", e que mostra que a "crise não se combate com austeridade". Por isso, defende, a posição do PSD de combate às propostas do executivo não surpreende.

"Veem sempre o diabo em cada aumento do salário mínimo nacional", atacou.

Depois de referir que em democracia as alternativas são de salutar, e numa referência clara ao BE, o primeiro-ministro disse "que o que não é possível é pretender dizer que se quer ir mais rápido, juntando-se à direita".

O líder do Governo exultou ainda a coerência do PS, do PCP, do PAN, dos Verdes e das deputadas não eleitas no sentido de voto do documento que começa hoje a ser discutido, deixando mais uma vez de fora o Bloco de Esquerda que entretanto já anunciou que irá votar contra o OE de 2021.

Já se sabe que só o PS vai votar a favor da proposta do Governo, mas as abstenções do PCP, do PAN, do PEV e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues (que saiu do PAN) garantem que não haverá mais votos contra do que a favor.

Votam contra o PSD, o CDS, o Chega, o Iniciativa Liberal e o Bloco de Esquerda.

Este é um Orçamento claramente condicionado pela pandemia e tenta dar resposta aos problemas causados pela Covid-19. As prioridades apresentadas pelo Governo são proteger quem trabalha, reforçar a saúde e defender os rendimentos. Contudo, à esquerda os partidos consideram que as medidas não são suficientes para garantir essas prioridades e à direita consideram seria necessário mais apoio às empresas, por exemplo.

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  • Americo
    27 out, 2020 Leiria 16:07
    Aumento em 3 mil milhões em impostos. Aumento das coimas em 58 vezes. As dívidas do 2020 continuam por pagar. Não, o diabo não vêm. Já cá está há muito. A triste realidade, para mal nosso, encarrega-se de desmentir a propaganda,