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Papa nomeia 13 novos cardeais

25 out, 2020 - 11:33 • Aura Miguel com Redação e Ecclesia

Consistório marcado para 28 de Novembro.Quatro dos novos cardeais têm 80 ou mais anos, pelo que não terão direito a voto em Conclave.

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O Papa Francisco anunciou para dia 28 de novembro, véspera do primeiro domingo do Advento, a realização de um consistório onde serão criados 13 novos cardeais.

Dos 13 nomeados, cinco são de fora da Europa: Ruanda, Estados Unidos, Chile, Filipinas e Brunei. Os novos cardeais europeus são todos italianos, mas três deles sem direito a voto por terem mais de 80 anos.

Francisco reforça o próximo Conclave, integrando pastores com experiências de Igreja missionárias, como em Kigali, no Ruanda, ou Kuala Lumpur, no Brunei, e deixa de lado bispos de outras dioceses da Europa que, tradicionalmente, eram cardinalícias, como, por exemplo, a arquidiocese de Paris.

Com mais de 80 anos, ou seja, sem direito a voto em conclave, a púrpura vai para o bispo emérito de San Cristóbal de las Casas (México), para o ex-núncio e observador do Vaticano da ONU em Genebra, Silvano Tomasi, e para dois padres: Raniero Cantalamessa - o mais velho de todos, com 86 anos -, pregador da Casa Pontifícia, e Enrico Feroci, ex-diretor da Caritas de Roma.

Os novos cardeais com menos de 80 anos são:

Mario Grech, secretário-geral do Sínodo

Marcello Semeraro, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos

Antoine Kambanda, arcebispo do Ruanda

Wilton Gregory, arcebispo de Washington

Jose Fuerte Advincula, arcebispo de Capiz (Filipinas)

Celestino Aos Braco, arcebispo de Santiago de Chile

Cornelius Sim, arcebispo do Brunei

Paolo Lojudice, antigo bispo auxiliar de Roma e arcebispo de Siena

e

Mauro Gambetti, custódio-geral do Sagrado Convento de Assis

O 7.º consistório convocado por Francisco

O anúncio dos novos cardeais foi feito pelo Papa na manhã deste domingo, após a recitação do Angelus, na Praça de São Pedro. “Rezemos pelos novos cardeais, a fim de que, confirmando a sua adesão a Cristo, me ajudem no meu ministério de bispo de Roma, pelo bem de todo o santo povo fiel de Deus”, pediu Francisco.

A celebração vai acontecer na vigília do primeiro domingo do Advento, início do ano litúrgico no calendário católico e tempo de preparação para o Natal.

Este vai ser o sétimo consistório do atual pontificado, após os realizados a 22 de fevereiro de 2014, 14 de fevereiro de 2015, 19 de novembro de 2016, 28 de junho de 2017, 28 de junho de 2018 e 5 de outubro de 2019.

Portugal está representado no Colégio cardinalício por D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa e D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima; e D. José Tolentino Mendonça, arquivista e bibliotecário da Santa Sé, todos criados pelo Papa Francisco e eleitores num eventual conclave; e ainda por D. Manuel Monteiro de Castro, penitenciário-mor emérito, e D. José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, ambos com mais de 80 anos.

Na sua habitual intervenção dominical, Francisco também fez um apelo ao fim de toda a violência, lamentando, nomeadamente, os conflitos em curso na Nigéria e pedindo justiça e diálogo para o país.

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