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Torre de Moncorvo sonha construir a maior ponte pedonal suspensa do mundo

23 out, 2020 - 10:30 • Olímpia Mairos

Projeto quer ligar as duas margens do rio Douro entre o Museu do Côa, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, e o Alto da Barca, no Peredo dos Castelhanos, em Torre de Moncorvo. A ideia é potenciar o turismo na região.

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O projeto já existe e o sonho pode tornar-se realidade. A maior ponte suspensa do mundo pode ser implantada no concelho de Torre de Moncorvo. Mas, para isso, é preciso encontrar parceiros para o investimento a rondar os três milhões de euros.

A ideia é ligar as duas margens do rio Douro entre o Museu do Côa, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, e o Alto da Barca, no Peredo dos Castelhanos, em Torre de Moncorvo e, com isso, atrair turistas que permaneçam no concelho.

“Estamos no coração de algo que é privilegiado, o Douro, o Côa, estamos dentro do Parque Arqueológico do Côa e no Alto Douro Vinhateiro”, diz o presidente da autarquia, Nuno Gonçalves, explicando que a ideia é atrai o turista que chega ao Porto “vir por esse rio, cá para cima”, e dar-lhe razões para “ficar pelo menos duas noites”.

“Mas, para isso, temos de lhe criar condições, dar algo para eles verem e que sintam a oferta, não só os produtos endógenos, não só a gastronomia, que é por demais conhecida, mas também um turismo ativo”, assinala o autarca.

O projeto prevê também a construção de uma rede de passadiços e caminhos pedonais que interliguem os principais pontos de interesse, a pavimentação de caminhos públicos rodoviários de acesso à ponte pedonal e miradouros e a construção de uma nova ponte rodoviária sobre a ribeira do Arroio.

Armindo Rodrigues, da empresa Afaplan, responsável pela elaboração do projeto, destaca a importância do mesmo para a valorização de um território cheio de atratividade.

“Devemos falar nos diferentes âmbitos, não só o interesse local do concelho de Moncorvo, mas de dois concelhos que são duas regiões distintas, a região de Bragança e a Região da Guarda, e também no panorama internacional, porque se Guarda e Bragança ficam unidas por mais um ponto, que não é um ponto qualquer, estamos a falar de uma ponte suspensa com o maior vão do mundo, na ordem dos 750 metros, que tem um impacto a nível turístico forte”, explica.

A união das duas margens do rio potencia ainda diferentes “rotas religiosas como os caminhos de Santiago, os de Fátima e de Lourdes, cujo centro deste triângulo se situa nesta região”, assinala Armindo Rodrigues.

Para concretizar o projeto são necessários três milhões de euros. E para conseguir a verba, a Câmara de Torre de Moncorvo vai apresentar o projeto a várias entidades nacionais e regionais, para que sejam parceiras neste investimento.

“O que nós queremos é demonstrar que temos todas as capacidades e tudo o que é necessário para teremos um projeto de sucesso e, portanto, é mais uma resposta para aqueles que lançam o desafio aos territórios de baixa densidade”, explica o autarca Nuno Gonçalves.

O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo insiste que a região tem “projetos de qualidade, de tão ou mais qualidade do que no litoral”, e que se pretende é “aproveitar esse fundo de resiliência para dar a conhecer o território, fazer com que as pessoas estejam neste território, venham cá conhece-lo e, ao mesmo tempo, tenha a qualidade que nós, aqueles que estamos cá, sabemos que temos, mas não conseguimos dar a conhecer”.

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  • Joaquim Santos
    27 out, 2020 Tojal 19:33
    Estes sonhos são como os sonhos do TGV do 1º Ministro.