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Ministro da Educação

Escola Digital. Primeiros computadores chegam às escolas em novembro

22 out, 2020 - 23:49 • Manuela Pires

Tiago Brandão Rodrigues anunciou, no Parlamento, que os 100 mil computadores para alunos e professores chegam às escolas na primeira quinzena de novembro. O ministro revelou, ainda, mais sete milhões de euros para a compra de equipamentos de proteção contra a Covid-19.

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O ministro da Educação anunciou, esta quinta-feira no Parlamento, que os primeiros 100 mil computadores prometidos pelo primeiro-ministro no âmbito do programa Escola Digital vão começar a chegar às escolas na primeira quinzena de novembro.

Durante uma audição na comissão parlamentar de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, Tiago Brandão Rodrigues revelou que “são as escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) as primeiras a receber estes equipamentos e a prioridade são os alunos da Ação Social Escolar”.

O ministro acrescentou, ainda, aos deputados que “já foram lançados os procedimentos para a compra de mais computadores para alunos que beneficiam da Ação Social Escolar, que podem chegar ainda este ano letivo às nossas escolas”.

Tiago Brandão Rodrigues foi chamado à comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto pelo PSD, BE e PAN para prestar esclarecimentos sobre a situação da Covid-19 nas escolas.

Questionado sobre o número de casos nos estabelecimentos de ensino, Brandão Rodrigues garantiu, apenas, que a tutela está a fazer tudo para assegurar a segurança de alunos e professores e anunciou um reforço de verbas para a compra de material de proteção.

“Já seguiu para as escolas a informação para haver um reforço do orçamento das escolas em cerca de sete milhões de euros para assegurar as aquisições para o segundo período de tudo aquilo que as escolas precisam verdadeiramente, nomeadamente as máscaras, o álcool gel e todos os outros materiais de que necessitam atempadamente”, revelou Tiago Brandão Rodrigues.

Durante mais de duas horas os deputados questionaram o ministro sobre os problemas que as escolas enfrentam com a pandemia, a dificuldade em manter as distâncias em sala de aula, a preocupação com a saúde mental dos alunos.

Mas foi a a falta de professores que acabou por dominar quase todas as perguntas: Joana Mortágua, do Bloco de Esquerda (BE), quis saber quantas turmas não têm ainda professores, a deputada Ana Mesquita do PCP fala” numa preocupação tremenda” e Ana Rita Bessa do CDS diz que “a máquina bem oleada de colocação de professores apregoada pelo ministro da Educação não está a funcionar”.

Perante a insistência das deputadas, o ministro acabou por reconhecer “a falta crónica de professores”, mas garantiu que está a trabalhar para atrair mais docentes e anunciou “que, em setembro de 2021, vamos ter, pelo menos, mais 2400 professores vinculados”.

Tiago Brandão Rodrigues garantiu que “isso é que é importante para começar a estabilizar".

"Temos de atrair mais gente e criar condições para que os professores com habilitações sejam atraídos para regressar à escola”, disse o ministro da educação, concluindo que, “por outro lado, é preciso criar as condições para que os professores que estão nas escolas não abandonem o sistema”.

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