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Eutanásia. Paulo Rangel defende que PSD devia dar indicação de voto a favor do referendo

22 out, 2020 - 08:50 • José Pedro Frazão

Uma consulta popular motivaria um debate esclarecido sobre o tema, argumenta o eurodeputado do PSD. Já José Luís Carneiro, do PS, diz-se contra a eutanásia, mas sublinha que há princípios que não se referendam.

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Se fosse deputado, o social-democrata Paulo Rangel votaria a favor do referendo à eutanásia em Portugal. O eurodeputado considera mesmo que o seu partido devia ter dado indicação de voto aos deputados nesse sentido.

"O PSD deveria votar a favor, porque é muito importante fazer um debate na sociedade portuguesa que nunca foi feito com a profundidade que esta matéria exige. E o referendo seria uma forma não só de auscultar todos os portugueses, mas também de propiciar um debate mais esclarecido", afirma Paulo Rangel no programa Casa Comum da Renascença.

O antigo líder parlamentar social-democrata distingue este voto da decisão final de cada um em relação à eutanásia em si.

"Isto não tem a ver com a questão da eutanásia propriamente dita, onde haverá liberdade total para cada um ter a sua posição, como é tradição do PSD desde sempre, ou seja, desde 1976", complementa o eurodeputado do PSD.

A direção de Rui Rio concedeu liberdade de voto aos deputados na votação de sexta-feira sobre um referendo sobre a eutanásia. Recorde-se que no último congresso foi aprovada uma moção a favor de um referendo nacional sobre os projectos de diploma sobre a eutanásia que então estavam no Parlamento.

Carneiro contra tudo

Já o secretário-geral adjunto do PS é contra a eutanásia e a realização de um referendo. José Luís Carneiro, que é também deputado socialista, explicou na Renascença como vai votar na sexta-feira em plenário.

" Em função de esta ser uma das matérias 'de consciência', votei contra a eutanásia quando foi apreciada no Parlamento. E pela mesma razão votarei contra o referendo, por entender que princípios desta natureza não se referendam", afirma o número 2 do aparelho do partido, no programa Casa Comum da Renascença.

Comentários
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  • João Lopes
    24 out, 2020 Viseu 10:58
    Eutanasiar é matar. Durante a última campanha eleitoral, os maiores partidos não falaram da eutanásia: morte de seres humanos de saúde muito débil. Foi uma grande traição ao povo e à sociedade portuguesa. Queremos um referendo para que todos os portugueses se manifestem, porque com a eutanásia e o suicídio assistido, não se elimina o sofrimento, elimina-se a vida da pessoa que sofre.
  • Ivo Pestana
    22 out, 2020 Funchal 13:02
    Claro que sim. Um democrata não deve ter medo de referendos.