Tempo
|
A+ / A-

Papa

As portas das igrejas não são barreiras, mas “membranas” permeáveis

21 out, 2020 - 10:48 • Aura Miguel

Francisco criticou o que chamou de ateísmo dos que rezam a Deus, mas ignoram quem sofre, ao seu lado.

A+ / A-

Para o Papa, a Igreja deve “acolher o clamor de todos”, porque “quem respeita a Deus, respeita os seres humanos”.

Francisco, que ontem usou máscara numa sessão pública de oração pela paz, começou a audiência geral com um pedido de desculpa por permanecer afastado dos fiéis, devido às restrições impostas pela pandemia e apelou ao respeito pelas distâncias e uso de máscara, para evitar eventuais contágios.

Na reflexão que fez sobre a importância dos Salmos, o Santo Padre condenou os que rezam “com tédio, de maneira habitual” e sublinhou que a oração cristã “não é um calmante para aliviar as ansiedades da vida”. A verdadeira oração que agrada a Deus - disse o Papa - é a oração que responsabiliza, pois “vemos isto claramente no Pai-Nosso que Jesus ensinou aos seus discípulos”.

Neste contexto, “as portas das igrejas não são barreiras, mas membranas permeáveis, disponíveis para acolher o clamor de todos”. E como todos, sem exceção, são importantes, a começar pelos mais pobres, “Deus não suporta o ateísmo daqueles que negam a imagem divina impressa em cada ser humano. Deixar de a reconhecer é um sacrilégio, uma abominação, é a pior ofensa que se pode levar ao templo e ao altar,” concluiu.

A intervenção encerrou o ciclo de catequeses sobre a oração.

O Papa deixou uma saudação aos peregrinos e ouvintes de língua portuguesa que acompanharam a audiência, com transmissão online: “A oração abre a porta da nossa vida a Deus e Deus ensina-nos a sair de nós mesmos, para ir ao encontro de quem está na provação, oferecendo-lhes consolação, esperança e apoio”.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.