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Carrilho volta a ser absolvido de acusação de violência doméstica

21 out, 2020 - 11:55 • Liliana Monteiro com Redação

Antigo ministro da Cultura acusa o Tribunal da Relação de Lisboa de “impiedosa perseguição” e diz-se satisfeito com a decisão judicial.

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Manuel Maria Carrilho voltou a ser absolvido esta quarta-feira. O antigo ministro da Cultura estava acusado de exercer violência doméstica contra a ex-mulher Bárbara Guimarães.

“Estou satisfeito. É a terceira vez que aqui venho acusado, é a terceira vez que sou absolvido inteiramente das acusações que sou alvo”, disse aos jornalistas, à saída do tribunal.

“É para mim incompreensível a constante perseguição do Tribunal da Relação de Lisboa a mim, neste caso. É a segunda vez que aqui venho por ordem deste tribunal. A sentença já tem três anos, por duas vezes por detalhes que nem se compreendem. Estou a ser alvo de uma impiedosa perseguição do Tribunal Relação”, acusou.

Em dezembro de 2018, o Tribunal da Relação de Lisboa mandou reabrir o julgamento do caso que absolveu Manuel Maria Carrilho dos crimes de violência doméstica e difamação.

Em causa estão as datas em que Bárbara Guimarães alega que Manuel Maria Carrilho a terá ameaçado de morte, empurrando-a das escadas, sendo que durante o julgamento tais acusações foram analisadas como tendo ocorrido a 14 de setembro de 2013 e, mais tarde, apurou-se, através da intervenção do novo advogado da apresentadora, que a data correta é 14 de outubro do mesmo ano.

Em 2014, Manuel Maria Carrilho foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão com pena suspensa por agressão, injúrias, violência doméstica, entre outros crimes cometidos contra a apresentadora. Carrilho ficou ainda obrigado a pagar à ex-mulher 50 mil euros de indemnização, a frequentar um curso para agressores e ficou proibido de a contactar.

A apresentadora e o antigo ministro estiveram casados durante 12 anos e tiveram dois filhos.

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