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Alerta laranja

Depressão Bárbara. Proteção Civil prevê mais chuva intensa no Norte e deixa conselhos

19 out, 2020 - 19:55 • Sérgio Costa , José Carlos Silva , com redação

Houve mais de 500 ocorrências esta segunda-feira em Portugal continental, sobretudo inundações e quedas de árvores. A partir do final da manhã de terça-feira, a chuva deverá cair com mais intensidade a sul e cinco distritos passam a alerta vermelho.

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A Proteção Civil registou, esta segunda-feira, 510 ocorrências relacionadas com o mau em Portugal Continental, na sequência da passagem da depressão Bárbara.

De acordo com o mais recente balanço feito à Renascença pelo comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), "os distritos de Lisboa, Setúbal, Coimbra, Leiria e Guarda foram os mais afetados", sobretudo com inundações, quedas de árvores e estruturas danificadas.

A partir da meia-noite, oito distritos do Norte e Centro ficam em alerta laranja, uma vez que “é previsível que a chuva aumente sobretudo nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Viseu, Aveiro, Coimbra e Leiria”.

Para esta terça-feira, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou os distritos de Lisboa, Portalegre, Castelo Branco, Setúbal e Santarém sob aviso vermelho, face à previsão de vento forte e chuva intensa.

Em declarações à Renascença, a meteorologista Cristina Simões antecipa "uma precipitação superior a 60 milímetros em seis horas" nestas regiões.

O aviso vermelho, o mais grave de uma escala de quatro, vai estar em vigor nos cinco distritos entre as 12h00 e as 18h00 e corresponde a uma situação meteorológica de risco extremo.

Nesta situação, o IPMA recomenda que as pessoas se mantenham ao corrente da evolução das condições meteorológicas e sigam as orientações da Proteção Civil.

Face às previsões, o comandante da ANEPC deixa sobretudo três recomendações aos portugueses para se protegerem:

  • se possível, que se desobstruam os sistemas de escoamento das águas pluviais
  • na estrada, que se adote uma condução defensiva, "especialmente reduzindo a velocidade, com atenção ao piso e à formação de lençóis de água"
  • que se evite estar junto às "zonas que, historicamente, têm uma maior possibilidade de inundações ou de galgamento das margens dos rios" face à quantidade de chuva.


[Notícia atualizada às 00:30]

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