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"Quadro de incerteza". António Costa admite Orçamento Retificativo em 2021

17 out, 2020 - 20:05 • Redação, com Lusa

Primeiro-ministro falava numa sessão partidária, em que também disse que o Orçamento do Estado para 2021 só será rejeitado se os partidos da esquerda se juntarem à direita.

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O primeiro-ministro, António Costa, afirma que “há um grau de incerteza muito significativo” e pode ser necessário um Orçamento Retificativo ao longo do próximo ano.

Numa conversa sobre Orçamento, na sede do PS, transmitida pelas redes sociais, António Costa disse este sábado que o que é necessário é aprovar o Orçamento do Estado para 2021, porque sem ele não haverá aumento da despesa para novos apoios sociais.

António Costa admite desde já que o grau de incerteza é muito grande, num contexto de pandemia e de crise económica.

“Temos mesmo de ter este novo Orçamento, mas, como diz o ministro das Finanças, é evidente que no quadro de incerteza que temos ninguém pode excluir a possibilidade de, durante a execução do Orçamento de 2021, constarmos que temos de aumentar o nível da despesa.”

O primeiro-ministro recorda que, no espaço de dois meses, o excedente orçamental desapareceu este ano devido ao impacto da pandemia na economia.

“Passámos a ter o maior défice de sempre. Felizmente, tínhamos tido um excedente orçamental em 2019, senão, não tínhamos aguentado este ano. Há um grau de incerteza muito significativo”, adverte.

António Costa falava numa sessão partidária em que também disse que o Orçamento do Estado para 2021 só será rejeitado se os partidos da esquerda se juntarem à direita.

“Este orçamento só chumba se o BE e o PCP somarem os seus votos à direita”, avisou.

António Costa afirmou que passa o tempo “a ouvir os partidos à esquerda do PS a dizer que o PS se junta à direita”.

“Vamos lá ver, basta eles não se juntarem à direita e o orçamento passa”, desafiou.

O primeiro-ministro reforçou ainda a ideia de que a proposta orçamental do Governo que deu entrada na Assembleia da República “já traduz muito do trabalho desenvolvido na negociação” com BE, PCP, PEV e PAN.

“Que esses partidos desejem ainda algumas melhorias, é normal que o façam e com certeza a negociação prosseguirá até à votação final global. Agora, com toda a franqueza, eu devo dizer que não percebo como é que um partido à esquerda recusa na generalidade este orçamento”, condenou.

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