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Há vida para além do défice se for preciso reforçar a Saúde, defende Marcelo

17 out, 2020 - 19:46 • Ricardo Vieira

Se os partidos chegarem à conclusão que é necessário mais investimento na Saúde, é sempre possível sacrificar outras áreas ou algumas décimas do défice, sugere o Presidente da República.

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Há muitos profissionais de saúde “cansados e esgotados” e é preciso discutir serenamente o reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS), porque há vida além do défice, defende o Presidente da República.

Em declarações aos jornalistas em Vila do Bispo, no Algarve, Marcelo Rebelo de Sousa disse que, se os partidos chegarem à conclusão que é necessário mais investimento na Saúde, é sempre possível sacrificar outras áreas ou algumas décimas do défice.

“De facto, não basta haver ventiladores. É preciso haver equipas que possam assegurar os cuidados intensivos com os ventiladores. Não basta haver camas, é preciso haver pessoal que está muito dele cansado e esgotado. Já estão nisto há muitos meses”, começou por assinalar o chefe de Estado.

Numa altura em que a proposta de Orçamento do Estado para 2021 já chegou ao Parlamento, Marcelo Rebelo de Sousa considera que é uma “grande ocasião” para “debater e concluir se há profissionais em número suficiente ou se é preciso mais pessoal”.


“Essa é uma discussão que tem de ser feita serenamente. Não estou a ver nenhum partido político, se chegar à conclusão que é preciso reforçar o Orçamento da Saúde, se for esse o caso, a dizer que não, por muito que isso custe, sacrificando uma ou outra área, ou por muito que isso custe este ano, que é um ano muito especial em termos de subida do défice”, admite.

“Nenhuma de nós gosta que o défice suba além de determinado limite, mas como disse o Presidente Jorge Sampaio, a vida não começa nem acaba nem défice. O défice é muito importante, mas se ficar provado que é preciso mais zero virgula qualquer coisa por cento pela urgência de reforço do Orçamento da Saúde, e os partidos entenderem que assim deve ser, pois assim deve ser”, concluiu Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente também afirmou que as medidas “mais radicais” contra a Covid-19, para não serem um fracasso e terem eficácia, têm que ser “aceites, compreendidas e consensualizadas na sociedade portuguesa”.

“Aquilo que todos desejamos é que seja possível, com a aplicação destas medidas restritivas, umas já estão em vigor e outras dependem de aprovação do Parlamento, evitar medidas mais radicais, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, de visita a Vila do Bispo, no Algarve, depois de uma semana marcada declaração do estado de calamidade e pela polémica em torno da obrigatoriedade da aplicação StayAway Covid.

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