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Leigos para o Desenvolvimento angariam fundos para a missão na Caparica/Pragal

07 out, 2020 - 14:18 • Ana Lisboa

Campanha pretende revelar histórias de vida de pessoas anónimas através de uma exposição fotográfica. O objetivo é angariar dois mil euros para apoiar a comunidade local e fomentar o turismo de proximidade.

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Com vista a dinamizar o projeto "Diários de um Quotidiano – Retratos no Bairro", os Leigos para o Desenvolvimento estão a angariar donativos para ajudar a zona da Caparica/Pragal (Almada).

Esta iniciativa é um olhar fotográfico que mostra a riqueza cultural do Monte da Caparica e do Pragal e vai muito para além das conhecidas praias da zona.

A fotografia foi usada como forma de expressão para sensibilizar e promover um conjunto de mensagens destas comunidades.

São histórias inspiradoras recolhidas junto da população local, que têm a ver com conquistas e superação.

Carmo Fernandes, diretora executiva dos Leigos, explica que "este projeto consiste na recolha de histórias de vida de pessoas anónimas residentes nos bairros da Caparica e do Pragal, testemunhos de vida e de superação, registadas e divulgadas através da fotografia participativa como ferramenta de reforço identitário, de promoção do diálogo intercultural e de marketing territorial”.

“O projeto é dinamizado pelos Leigos para o Desenvolvimento em parceria com o Movimento de Expressão Fotográfica” e “encontra-se na fase de reprodução das fotografias em grande formato, para serem expostas brevemente no espaço público e proporcionarem um percurso de descoberta dos bairros”, acrescenta, em declarações à Renascença.

Pretende-se, assim, “desmontar preconceitos relativos a bairros sociais e às suas comunidades”.

Além disso, “está em construção um website e a realização de um documentário, que apresentará igualmente esta realidade e algumas das suas histórias".

Com a recolha fotográfica, pretende-se trazer receitas novas para a comunidade da Caparica/Pragal, fomentar o turismo de proximidade, procurando, assim, minimizar os impactos sociais e económicos que a pandemia da Covid-19 trouxe às populações destes bairros, como a perda de emprego e a redução dos rendimentos.

Na sua maioria, são bairros de alojamento social que espelham uma diversidade étnica e cultural significativas, onde as necessidades são muitas.

Carmo Fernandes sublinha que se trata de "uma população com fraco rendimento, baixo nível de escolaridade e situações precárias de habitação e de trabalho, com uma elevada taxa de desemprego e de desocupação. São pessoas e comunidades com necessidade de valorização e reconhecimento, revelando uma baixa autoestima, por serem muitas vezes discriminadas contribuindo para a sua exclusão social".

Os Leigos para o Desenvolvimento, uma organização não-governamental (ONGD) existe em Almada desde 2018. É uma parceria com a Província Portuguesa da Companhia de Jesus, a Paróquia de S. Francisco Xavier, o Centro Social Paroquial Cristo Rei e a Associação Padre Amadeu Pinto.

De forma direta, são apoiadas "mais de mil pessoas e 20 entidades com intervenção local. No Plano de Voluntariado de Emergência foram apoiadas cerca de 250 famílias. Sendo uma intervenção de desenvolvimento comunitária, de forma indireta já foram beneficiadas aproximadamente 8.300 pessoas".

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