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Regresso do público aos estádios. Liga quer 30% da lotação das bancadas

01 out, 2020 - 11:40 • Redação

A diretora-executiva da Liga Portugal e Filipe Froes, pneumologista e consultor, deram voz ao pedido da Liga.

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Sónia Carneiro, diretora-executiva da Liga Portugal, traçou, em conferência de imprensa em Coimbra, o plano para o regresso dos adeptos aos estádios. A dirigente explica que o primeiro objetivo é receber 10% da lotação dos estádios, um valor que pretende ser alargado até 30% da lotação máxima dos recintos.

"A ocupação de 10% do estádio era a nossa primeira proposta. Já este fim de semana serão mil pessoas no Santa Clara-Gil Vicente. Uma segunda fase, com 2.500 pessoas sem ocupar mais de 20% do estádio. E uma terceira fase, ainda no âmbito dos jogos teste, com 5 mil pessoas sem ultrapassar uma ocupação de 30% dos estádios", afirmou.

A dirigente explica que será preciso testar tudo o que envolve a presença de público nos estádios, desde o modo de deslocação nos transportes até à forma como entram nos recintos.

"Temos de fazer este teste com os adeptos dos clubes para que haja a forma correta de perceber como chegar aos estádios, circuitos e sinalética que temos de utilizar e incutir nas pessoas que têm obrigatoriamente de estar de máscara. Todos os lugares dos estádios estarão identificados com filas e números de cadeiras e haverá controlo da bilhética, com a lotação do estádio e número de cadeiras disponíveis", explica.

Sónia Carneira teme que, caso não seja possível o regresso dos adeptos aos estádios, o futebol comece a perder aficionados: "Se continuarmos a impedir as pessoas de ir aos estádios, e os miúdos de 15, 16 ou 17 anos, corremos o risco de começar a perder este público".

Consultor da Liga lamenta Rio Ave-AC Milan sem adeptos

Filipe Froes, pneumologista e consultar da Direção-Geral de Saúde e da Liga de Clubes, explica que o futebol "merece" que os adeptos regressem, depois de ter dado o exemplo para a retoma das atividades em maio.

"O futebol deu o exemplo em maio e começou-se a preparar em março para a retoma da atividade nesta nova circunstância. Foi o futebol que deu um exemplo de segurança e cidadania. O que fizemos foi uma prova de conceito que todas as atividades eram passíveis de se adaptar à realidade", disse.

O especialista diz que é "preciso respeitar o nível da pandemia", mas "é preciso ir adaptando". "Parece legítimo e enquadrado nas provas que já demos, solicitamos um benefício da dúvida porque passamos no teste inicial, é fazer o mesmo desafio para ser possível, de acordo com o nível epidémico, criar condições para que haja assistência nos estádio".

Froes lamenta que um jogo grande como o Rio Ave-AC Milan desta quinta-feira, para o "play-off" da Liga Europa. "Se eu morasse em Vila do Conde, ficaria muito triste por não ver o jogo com o AC Milan, oportunidade única para os adeptos do Rio Ave, ter uma equipa como o AC Milan em Portugal e não poder ver ao vivo, é extremamente penalizador".

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