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Crise política na Bielorrússia

Reino Unido aprova sanções contra Lukashenko, o filho e outros membros do regime

29 set, 2020 - 20:30 • Redação com Lusa

Londres diz que sanções, impostas em conjunto com o Canadá, visam condenar violações dos direitos humanos de figuras da oposição, jornalistas e outros cidadãos da Bielorrússia na sequência das eleições presidenciais de agosto.

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O Reino Unido anunciou esta terça-feira sanções contra o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, o seu filho e membros do regime devido à repressão contra manifestantes naquele país desde as eleições presidenciais de 9 de agosto, que a oposição considera que foram fraudulentas.

O Governo britânico disse que as sanções, impostas em conjunto com o Canadá, visam condenar violações dos direitos humanos de figuras da oposição, jornalistas e outros cidadãos da Bielorrússia na sequência das eleições, nas quais, segundo números oficiais, Lukashenko conseguiu mais de 80% dos votos.

Segundo o Governo de Boris Johnson, Lukashenko, que é Presidente da Bielorrússia desde 1995, ignorou os apelos da comunidade internacional e recusou dialogar com a oposição, mantendo a repressão contra os manifestantes, centenas dos quais têm sido sujeitos a tortura e maus-tratos pela polícia.

As sanções incluem proibição de viagens e congelamento de bens de oito indivíduos do regime bielorrusso, incluindo Alexander Lukashenko, o filho Victor Lukashenko e Igor Sergeenko, chefe de gabinete do Presidente.

“Hoje, o Reino Unido e o Canadá enviaram uma mensagem clara, impondo sanções contra o regime violento e fraudulento de Alexander Lukashenko. Não aceitamos os resultados destas eleições fraudulentas. Nós responsabilizamos os responsáveis pela violência contra o povo bielorrusso e defendemos os nossos valores de democracia e direitos humanos”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dominic Raab.

O chefe da diplomacia britânica tinha adiantado na semana passada estar a coordenar esforços também com os Estados Unidos sobre estas sanções, mas os EUA não foram mencionados neste anúncio.

Centenas de milhares de bielorrussos têm protestado desde a eleição presidencial de 9 de agosto, cujos resultados oficiais estenderam o mandato de 26 anos de Alexander Lukashenko, atribuindo-lhe 80% dos votos. A sua principal rival, Svetlana Tsikhanovskaya, obteve 10%.

A oposição diz que houve fraude e os Estados Unidos (EUA) e a União Europeia (UE) consideraram que o escrutínio não foi livre nem justo.

Alexander Lukashenko iniciou formalmente o seu sexto mandato na quarta-feira, após uma cerimónia de posse que não foi anunciada.

A União Europeia, a Alemanha, os Estados Bálticos, a Polónia e os Estados Unidos já indicaram não reconhecer Lukashenko como Presidente legitimamente eleito da Bielorrússia.

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