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Paris

Ataque com faca perto da antiga sede do "Charlie Hebdo" faz dois feridos

25 set, 2020 - 11:38 • Redação

Pelo menos duas pessas ficaram feridas. Dois suspeitos foram detidos e vão ser ouvidos em tribunal.

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O ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, disse, na tarde desta sexta-feira, que "o autor principal" do ataque desta manhã junto à antiga redação do jornal satírico Charlie Hebdo está detido.

"O autor principal está detido e um segundo indivíduo foi também detido", declarou Darmanin

O suspeito foi detido pouco depois na Praça da Bastilha, perto do local do ataque, e um segundo homem foi detido mais tarde, segundo a polícia.

Pelo menos duas pessoas ficaram feridas depois de um ataque com uma arma branca junto às antigas intalações do "Charlie Hebdo", avançam os media franceses.

DAs motivações do ataque são ainda desconhecidas. O local foi isolado e as autoridades pedem aos residentes que evitem sair de casa. Milhares de alunos foram confinados por precaução.

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, suspendeu um discurso que se preparava para fazer e dirigiu-se ao centro de crise do Ministério do Interior.

“Milhares de alunos foram confinados” por precaução, indicou a câmara municipal de Paris.

O julgamento dos atentados de janeiro de 2015 prossegue no tribunal de Paris. Estão a ser julgadas 14 pessoas consideradas como cúmplices neste ataque, já que os irmãos Kouachi foram abatidos pela polícia alguns dias após o crime.

Estão também em causa os ataques perpetrados por Amedy Coulibaly, nos dias que se seguiram ao atentado ao "Charlie Hebdo" e que terão sido coordenados com os irmãos Kouachi: a morte de uma polícia em Montrouge, nos arredores da capital, e a morte de outras quatro pessoas num supermercado, também à volta de Paris.

Cerca de 100 órgãos de comunicação social em França publicaram, na passada quarta-feira, uma carta aberta que apela à defesa da liberdade de expressão, em apoio à revista satírica.

A carta surge na sequência de novas ameaças, nomeadamente da organização extremista islâmica Al-Qaeda, contra a Charlie Hebdo, três semanas após o início do julgamento do atentado contra o jornal que fez 12 mortos, em 2015, e da republicação das caricaturas de Maomé, em 2 de setembro, condenada por vários países muçulmanos.

No dia 7 de janeiro de 2015, os irmãos Kouachi conseguiram entrar na redação do Charlie Hebdo, matando 12 pessoas. Entre as vítimas mortais estavam Charb, o então diretor da publicação, e outros cartoonistas como Cabu, Honoré, Tignous e Wolinski.

[em atualização]

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  • Ivo Pestana
    25 set, 2020 Funchal 13:37
    O Charlie Hebdo, brinca demais com o fogo, depois...na liberdade de expressão não vale tudo. O Árabe defende a religião deles com unhas e dentes, é preciso saber aceitar isso.