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Plano de Recuperação e Resiliência

PS avisa que plano tem agenda apertada e não há tempo para “discussões intermináveis”

23 set, 2020 - 18:31 • Lusa

No debate parlamentar do Plano 2020/2030, vice da bancada socialista defendeu a necessidade de "um entendimento alargado" sobre um programa "que ultrapassa esta legislatura".

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O vice-presidente da bancada socialista Carlos Pereira considerou esta quarta-feira que a agenda de execução do Plano de Recuperação e Resiliência, ou Plano 2020/2030, é apertada e precisa de convergências políticas, e advertiu que não há tempo para "discussões intermináveis".

Carlos Pereira, deputado do PS eleito pela Madeira, falava no encerramento do debate temático na Assembleia da República sobre a proposta do Governo de Plano de Recuperação e Resiliência - documento que será entregue em Bruxelas até 15 de outubro.

"A agenda do Plano de Recuperação é exigente e apertada. Não há tempo para discussões intermináveis, mas há espaço da parte do PS para que possamos convergir no interesse do país", declarou.

Na sua intervenção, Carlos Pereira advogou que os portugueses "não perdoarão se a Assembleia da República for incapaz de gerar um entendimento alargado sobre um Plano de Recuperação que ultrapassa esta legislatura".

O tremendo clima de incerteza que a crise pandémica provoca e a degradação progressiva e abrupta dos indicadores económicos e sociais exige de nós uma nova atitude. Uma capacidade extrema para deixar cair as divergências políticas e romper com preconceitos ideológicos para olhar com dignidade e sentido de responsabilidade o nosso Portugal real", disse.

Carlos Pereira reforçou depois que os portugueses esperam da Assembleia da República "maturidade democrática e a objetividade responsável".

"Estarmos juntos e em convergência significa também dizer não a condicionalidades impostas pela União Europeia e contribuir para estabelecer metas, prioridades e objetivos. Somos nós e não os outros, que vêm de fora, que estabelecem os parâmetros que defendem os portugueses", acrescentou.

Na fase de debate que se seguiu à intervenção inicial do primeiro-ministro, António Costa, o vice-presidente da bancada socialista Luís Testa considerou que o plano do Governo é a resposta acertada a fenómenos como o despovoamento do interior do país e a maior pressão existente sobre as grandes cidades.

"Este plano vai reforçar a resposta no terreno contra os desequilíbrios territoriais. É preciso usar na sua plenitude os recursos disponíveis no país", defendeu Luís Teste, deputado eleito por Portalegre.

Pouco depois, foi a também "vice" da bancada socialista Lara Martinho a defender o papel das regiões autónomas no acesso aos fundos europeus previstos para os próximos dez anos.

"Temos a gigantesca responsabilidade de usar bem estes recursos", comentou, repetindo uma frase proferida na terça-feira pelo primeiro-ministro, numa breve intervenção em que considerou essencial a existência de cooperação entre o executivo, as regiões autónomas e as autarquias na execução dos fundos europeus.

"Nenhuma região pode ficar para trás", vincou Lara Martinho.

Pela parte do PS, também o deputado Nuno Fazenda elogiou a proposta de Plano de Recuperação e Resiliência apresentado pelo Governo.

"Portugal tem uma estratégia para utilizar bem os recursos. A responsabilidade agora é de passar da estratégia à ação - um desafio que não dispensa ninguém", vincou Nuno Fazenda.

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