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Testes rápidos à Covid-19 "ainda não estão recomendados". Decisão até ao final da semana

23 set, 2020 - 14:51 • Redação

Ministra da Saúde esclarece que “a utilização destes testes rápidos de antigénio ainda não está recomendada, entre nós, para diagnóstico de casos” de Covid-19.​​ "O que nos interessa é ter testes que garantam fiabilidade dos resultados", afirma.

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A ministra da Saúde, Marta Temido, promete uma decisão sobre a utilização de testes rápidos para a Covid-19 até ao final da semana.

Marta Temido esclarece que “a utilização destes testes rápidos de antigénio ainda não está recomendada, entre nós, para diagnóstico de casos” de Covid-19.

"Temos um painel de peritos a trabalhar e, até ao final desta semana, teremos uma definição das circunstâncias em que estes testes podem ser utilizados. Está sobretudo em causa o contexto da sua utilização. Estes testes não eliminam a hipótese de resultados que sejam falsos negativos", declarou Marta Temido.

Na conferência de balanço da pandemia, a ministra referiu que os testes rápidos existentes "podem ter baixa sensibilidade em indivíduos assintomáticos ou com uma carga viral baixa".

"A maioria dos países europeus ainda não os utiliza como teste de diagnóstico. Contudo, também alguns países europeus já os utilizam em determinados contextos. Por exemplo, a Bélgica utiliza-os, sendo que o resultado negativo tem sempre de ser confirmado pelo método clássico, a Finlândia utiliza no contexto de surtos onde a probabilidade de identificação de novos casos é bastante elevada, a Itália utiliza-os em portos e aeroportos", explica a ministra da Saúde.

A governante sublinha que é preciso garantir resultados rápidos com segurança e fiabilidade: "a questão da disponibilidade para os portugueses dos melhores testes em cada momento em matéria de segurança fiabilidade e capacidade de detetarem cada caso com certeza são para nós fundamentais."

"O que nos interessa é ter testes que garantam fiabilidade dos resultados. Temos todo o interesse em garantir que todas as possibilidades de melhorar a nossa capacidade de testes são utilizadas", sublinha Marta Temido.

Foram registados mais 802 casos e três mortes por Covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico divulgado esta quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde.

Portugal conta agora com 1.928 óbitos provocados pelo novo coronavírus e um total de 70.465 infeções confirmadas desde a chegada da pandemia ao país, no início de março.

Portugal tem 285 surtos ativos de Covid-19, 44 em lares de idosos, revelou esta quarta-feira a ministra da Saúde, Marta Temido.

MAPA DA COVID-19

Em relação ao protocolo para a realização de testes nas escolas portuguesas, a diretora-geral da Saúde Graça Freitas disse que a partir de um caso positivo se "inicia uma investigaçao epidemiológica".

"As pessoas são divididas em três grupos", explicou a responsável. Há os que não tiveram nenhum contato, designados por "não contatos", um segundo grupo formado pelos que "tiveram um contaco mas de baixo risco", à distância, com proteção e esporádico, e, por fim, "os de alto risco" que tiveram um contato próximo e não protegido.

"Mesmo sem fazer o teste, estas últimas devem ficar isoladas", explica.

Para estes, há a Indicação para fazer teste e, segundo Graça Freitas, mesmo com um resultado negativo, estas pessoas mantêm-se em isolamento por um período de segurança.

A mesma referiu que serão 14 dias, e não os 10 dias, período mais curto de quarentena que não se aplica a casso de alto risco.

Nas últimas 24 horas, foram registados mais 802 casos e três mortes por Covid-19 em Portugal, indica o boletim epidemiológico divulgado esta quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde.

Portugal conta agora com 1.928 óbitos provocados pelo novo coronavírus e um total de 70.465 infeções confirmadas desde a chegada da pandemia ao país, no início de março.

Portugal tem 285 surtos ativos de Covid-19, 44 em lares de idosos, revelou esta quarta-feira a ministra da Saúde, Marta Temido.

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