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“Enfrentamos esta fase com confiança”, diz ministra da Saúde

22 set, 2020 - 07:44 • Redação

Marta Temido coloca para já de parte a possibilidade de um confinamento geral, até porque já se percebeu que “tem uma eficácia menos importante do que no passado”.

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A ministra da Saúde garante que o país está muito mais bem preparado agora para fazer face à pandemia do que em março. “Enfrentamos esta fase com confiança. Temos mais meios, mais recursos humanos e técnicos, mais organização e mais conhecimento”, disse.

Em entrevista à RTP, Marta Temido assegurou que o aumento dos novos casos não ameaça o Serviço Nacional de Saúde e que uma das prioridades agora é melhorar o tratamento dos casos não-Covid.

Em relação à capacidade de resposta, a ministra garantiu que está longe de qualquer rutura e deu um exemplo. “Das 500 camas que a Região de Lisboa e Vale do Tejo tem guardadas - entre aspas - nesta fase para resposta à covid, neste momento estão ocupadas 300”.

Portugal tem neste momento mais “700 ventiladores do que tínhamos em março. Em termos de capacidade laboratorial fazíamos cerca de três mil testes por dia em março e agora temos feito 23 mil testes por dia”.

Quanto à possibilidade de o país regressar ao ponto de confinamentos locais, ou até mesmo gerais, a ministra da Saúde afirmou que têm “tentado ter medidas de precisão”. Afirmou mesmo que em algumas “regiões do país já conseguimos dizer qual é o risco quase porta a porta”.

Já percebemos que o confinamento tem uma eficácia menos importante do que no passado”, continuou. “Hoje todos os países estão a tentar afastar-se dessa ideia”. No entanto, não deixou de sublinhar que as medidas serão sempre “proporcionais ao risco que enfrentarmos”.

Em Portugal, morreram 1.920 pessoas dos 69.200 casos de infeção confirmados, de acordo com o último boletim da Direção-Geral da Saúde.

A pandemia de Covid-19 já provocou pelo menos 961.531 mortos e mais de 31,1 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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  • Ivo Pestana
    22 set, 2020 Funchal 13:06
    Força e coragem. A Dra está a fazer um bom trabalho, nesta situação difícil para todos. Tem o meu apoio.