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Inverno

Ordem dos Médicos pede divulgação da estratégia de contingência e defende uso de máscara na rua

21 set, 2020 - 09:00 • Redação com Lusa

Gabinete de Crise insiste que está na altura de se fazer reservas nacionais de materiais de proteção e acredita que há condições para produzir testes rápidos de diagnóstico.

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O Outono começa esta terça-feira. A segunda onda pandémica está a iniciar-se e a Direção-Geral da Saúde ainda não divulgou o plano de contingência para o frio, nem atualizou as orientações técnicas para articular as respostas a nível ambulatório e hospitalar. A Ordem dos Médicos defende a divulgação urgente da Estratégia Outono-Inverno para a Saúde.

O Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos fala de medidas urgentes e apresenta uma lista de recomendações para melhorar o combate à Covid-19, onde se inclui a criação de equipas médicas de resposta em prontidão para situações complexas, como surtos em lares, mas também um modelo de coordenação regional de vagas em enfermaria e cuidados intensivos.

No comunicado divulgado, este segunda-feira, o bastonário e o Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos (OM) reafirmam a “necessidade imperiosa do adequado reforço de recursos humanos na Linha de Saúde 24, nas equipas de Saúde Pública e no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a monitorização dos níveis de 'burnout' e sofrimento ético dos profissionais de saúde”.

Estas equipas médicas - sublinha - devem ser “compostas por médicos de Saúde Pública, médicos com experiência em Covid-19 e médicos de emergência, sob dependência das administrações regionais de saúde, em ligação com o hospital de referência e coordenadas pelo INEM, em colaboração com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)”.

A OM reitera ainda algumas das medidas que já tinha proposta em agosto, nomeadamente a utilização de máscara facial em espaços públicos abertos “de acordo com a avaliação do risco local e com a vantagem de contribuir para a proteção de outros vírus respiratórios" e o rastreio precoce com teste de diagnóstico inicial nos contactos de alto risco dos casos confirmados.

Outra das medidas em que a Ordem dos Médicos insiste é na elaboração de “legislação específica e de normas de Saúde Pública para a realização de eventos de massas com critérios claros, uniformes e coerentes, de acordo com a avaliação do risco e o nível de atividade epidémica”.

Na nota, a Ordem dos Médicos apela à importância da coesão nacional no combate à segunda onda pandémica que está a começar no continente europeu, sublinhando: "Não sendo possível a prevenção absoluta, todos devemos adotar as medidas que maximizem a prevenção do risco de transmissão".

À Renascença, o bastonário Miguel Guimarães diz ser preciso conhecer o que está preparado para fazer face à pandemia, porque nesta segunda vaga, não se pode voltar a adiar as cirurgias e as consultas dos restantes doentes. “Nós precisamos de mais gente, pois o desafio agora é maior: temos a gripe sazonal, que também implica mortalidade e internamentos; e temos de continuar a recuperação dos doentes que ficaram para trás”.

“Neste momento, não temos uma margem para deixar outra vez os doentes sem consultas ou cirurgias. Não pode acontecer”, sublinha.

De acordo com os dados mais recentes divulgados pela DGS, em Portugal, morreram 1.912 pessoas dos 68.577 casos de infeção confirmados desde o início da pandemia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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