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Covid-19. Médicos decidem se crianças com cancro podem regressar à escola

21 set, 2020 - 15:04 • Redação

Diretora-geral da Saúde diz que é necessário “diferenciar diversos estádios do cancro” antes de tomar uma decisão sobre como vai ser o percurso educativo dos alunos doentes.

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Os médicos assistentes vão decidir, caso a caso, se as crianças com cancro têm condições para regressar à escola no atual contexto de pandemia de Covid-19, afirma a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

A responsável diz que é necessário “diferenciar diversos estádios do cancro” antes de tomar uma decisão sobre como vai ser o percurso educativo dos alunos doentes.

“Uma criança com cancro não é necessariamente igual a outra com cancro, depende da fase em que está, desde o diagnóstico ao tipo de terapêutica que fez ou está a fazer, se está ou não está imunossuprimida, e se já teve da parte dos seus médicos assistentes aquilo a que se chama a entrada numa fase de recuperação e menos imunossupressão e de voltar à comunidade”, disse Graça Freitas na conferência de imprensa de balanço da pandemia de Covid-19.

Cada criança terá de ser avaliada pelo seu médico assistente, sublinha Graça Freitas, que depois tomará uma decisão sobre o regresso ao aluno às aulas presenciais.

“Cada uma destas situações tem de ser vista de forma particular. Será uma avaliação casuística feita pelos médicos que acompanham estas crianças e o que é desejável é que elas retomem a vida plena em sociedade. Quando não for possível país escola e médicos encontrarão uma solução equilibrada para o percurso educativo.”

A diretora-geral da Saúde explica que já existe uma portaria, com dois anos, para “acomodar todas as hipóteses possíveis destes meninos”. Se uma destas crianças estiver “numa fase em que de todo não é aconselhável frequentar a escola, será encontrada pela escola, pais e médicos uma forma deste menino não se atrasar nem se desintegrar da sua turma”.

Outras crianças que estejam numa situação estável, que não apresentem imunossupressão ou imunodepressão importante, poderão – sempre com autorização dos médicos assistente – integrar-se na vida normal, sublinha Graça Freitas.

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