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Bloco insiste: empresas com lucro ou que recebam apoios públicos não devem poder despedir

20 set, 2020 - 23:26 • Lusa

Catarina Martins considera que a medida deve ser aplicada já, mesmo antes do Orçamento do Estado.

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A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, considerou hoje que "proteger o emprego é o primeiro caminho para vencer a crise" provocada pela covid-19, devendo as soluções "responder às pessoas".

Falando em Ponta Delgada, a líder do Bloco apresentou o que diz ser uma "medida muito simples", que passa por "inscrever na lei que quem teve lucros mesmo na crise ou recebe apoios públicos não pode despedir, tem mesmo de proteger o emprego" dos seus funcionários.

"Essa é uma medida que deve ser aplicada já, mesmo antes do Orçamento do Estado, dos milhões e milhões que se vão distribuir às empresas. Só assim é que temos a certeza que os apoios à economia não são para resgatar uma elite mas são em nome do povo, de quem trabalha, de quem constrói este país", declarou.

E concretizou: "Conhecemos bem demais, infelizmente, a história de tantos apoios dados que nunca chegaram à população, que nunca serviram para melhorar as condições de vida".

Catarina Martins esteve hoje em São Miguel, numa sessão organizada pelo Bloco dos Açores e destinada a preparar o partido para as eleições na região, marcadas para 25 de outubro.

A bloquista considerou que o partido é a "oposição consistente" nos Açores que "pode fazer a diferença" nas eleições.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 957.948 mortos e mais de 30,8 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.912 pessoas dos 68.577 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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