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Plano 2020/2030

Há "consenso alargado" sobre comboio de alta velocidade entre Lisboa-Porto

15 set, 2020 - 13:58 • Lusa

Consultor do Governo considera deve ser analisado o benefício de ser feito "de uma vez só" e não em duas fases, como tinha defendido.

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O gestor e consultor do Governo António Costa Silva disse esta terça-feira que existe um "consenso muito alargado" sobre a necessidade de se avançar com a linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto.

Costa Silva falava Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, durante a sessão de balanço da consulta pública da "Visão Estratégica para o Plano de Recuperação 2020/2030", documento feito a pedido do Governo, com as prioridades para a saída da crise.

"No caso das infraestruturas físicas, há um consenso muito alargado sobre a necessidade de o país fazer as infraestruturas de que necessita, nomeadamente a rede elétrica ferroviária nacional, a aposta na linha de alta velocidade Lisboa-Porto", sublinhou Costa Silva.

O professor universitário lembrou que no plano inicial apresentado em julho defendia que o projeto de alta velocidade devia ser feito em duas fases, numa primeira fase Porto - Soure, mas depois de ter analisado os contributos que foram entregues durante a discussão pública sublinha que deve ser analisado o benefício de ser feito "de uma vez só".

"Os contributos públicos chamaram a atenção para a necessidade de se fazer uma análise custo-benefício que veja se fazer de uma vez só não tem mais rentabilidade e não é mais benéfico", afirmou.


Costa Silva voltou ainda a defender a aposta na "conectividade ibérica" e disse que se o país adotar agora a "bitola europeia", isso implicará "um investimento colossal, quase inquantificável".

O documento inicial, designado “Visão Estratégica para o Plano de Recuperação 2020/2030”, foi apresentado no dia 21 de julho e esteve em consulta pública no mês de agosto, recebendo 1.153 propostas de contributo, considerando Costa Silva que esta foi "uma contribuição extraordinária".

Segundo o executivo socialista, com a conclusão da "Visão Estratégica", o Governo aprova já na quinta-feira, em Conselho de Ministros, a primeira versão do Plano de Recuperação e Resiliência, instrumento do Governo que já terá tradução na proposta de Orçamento do Estado para 2021, que será entregue em 12 de outubro na Assembleia da República.

O Programa de Recuperação e Resiliência será em seguida apresentado publicamente em 14 de outubro, na véspera de o documento ser entregue à Comissão Europeia.

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  • Americo Anastacio
    15 set, 2020 Leiria 16:06
    Deus nos acuda com esta gente. Ainda não aprendemos. Obras e obras. Temos uns comboios que nem podem atingir a velocidade que os mesmos tem capacidade, pois as linhas não aguentam e vamos é logo para o TGV. Enfim.Faz-me lembrar o tempo em que se derrubavam habitações para fazer outras novas, até que chegamos à conclusão que era melhor remodelá-las. Um contra. Isto vai contra as grandes empresas e os grandes comissionistas. Paro por aqui