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MP investiga família de Famalicão que proibiu filhos de frequentar aulas de Cidadania

12 set, 2020 - 10:52 • Redação

A família compareceu na CPCJ de Famalicão, mas “os pais não deram consentimento para a intervenção, pelo que, tal como a Lei determina, o processo foi remetido ao Ministério Público (MP)”, avançou ao Expresso Rosário Farmhouse, presidente da Comissão Nacional da Crianças e Jovens em Risco.

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O Ministério Público está a investigar a família de Braga, cujos filhos não frequentaram as aulas de cidadania, por determinação dos pais, noticia este sábado o Expresso.

O mesmo semanário escreve que a escola fez queixa à Comissão de Proteção de Menores dos pais que proibiram filhos de frequentar a disciplina. A família foi chamada mas recusou intervenção.

Em janeiro, a escola frequentada pelos dois menores de 12 e 14 anos reportou o seu absentismo, como determina o estatuto do aluno. A família compareceu na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco de Famalicão (CPCJ), mas como os pais não deram autorização para qualquer intervenção da CPCJ, esta fez o que é de lei-remeteu o processo para o Ministério Público que agora acompanha o caso.

A efetivação dos direitos das crianças e jovens constitui uma área de intervenção do Ministério Público.

Os pais desta família de Braga declararam objeção de consciência para dois filhos não frequentarem a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Os mesmos argumentam ainda que a educação sexual e de género têm cariz moral e não competem à escola.

O facto de os dois alunos terem faltado às aulas da disciplina de Cidadania nos dois últimos anos fê-los reprovar por faltas injustificada.

O Ministério da Educação propôs que os alunos cumprissem um plano alternativo de trabalhos, para poderem passar de ano, mas os pais recusaram.

Os filhos só transitaram de ano porque entretanto colocaram uma providência cautelar que suspende o processo até á decisão final de ação principal que corre termos nos Tribunal Administrativo de Braga e que pode demorar vários anos.

Comentários
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  • Cristina
    13 set, 2020 Setúbal 13:12
    O que é a ameaça do CPCJ para pais discordantes!?....comparada com a ameaça de torturas físicas e do Tarrafal para os discordantes na altura do facismo!???....vocês são ridículos!
  • 13 set, 2020 11:55
    Estas situações é que comprovam a existência de tanta imbecilidade e atrasadice mental, neste país.
  • Vitor Prata
    12 set, 2020 21:54
    Usar a cpcj e o MP para amedrontar os Pais é de uma cobardia sem limites. É a gente deste teor que se pretende encarregar a educação das crianças nas escolas. Triste exemplo dão, tão característico de um comportamento e pensamento totalitário.
  • Joaquim Santos
    12 set, 2020 Tojal 17:17
    O que é a educação cívica ministrada nas nossas escolas? Uma aula aparentemente inocente, mas que tem por a traz de si uma ideologia a apoiá-la e um fim único a atingir: a ideologia de género. Crianças e jovens estão sendo doutrinados em muitas escolas com esta doutrina da impureza. As crianças são ensinadas de que género não existe, que pode ser-se masculino e feminino ao mesmo tempo, ou vice-versa quando se trata de mulheres. Isto está a levar os jovens a terem atitudes e comportamentos de parentalidade que vão contra a sua sexualidade. Homossexualidade, lesbianismo, transexualismo e todas as outras aberrações sexuais é o que pretendem os promotores dessa doutrina implantar na juventude. Muitos jovens já se confundem com sua sexualidade e adoptam comportamentos contrários ao seu sexo. Sociedades andróginas estão-se configurando. Todo isto é obra daqueles que querem implantar na infância e na juventude, a doutrina da impureza sexual, de modo que no futuro desaparecerá a relação do homem e da mulher unidos pelo vínculo do matrimónio.
  • nunes
    12 set, 2020 coimbra 14:12
    Nem no tempo de Salazar havia coisa assim