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Grécia

Crianças desacompanhadas já estão a ser retiradas do campo de refugiados de Moria

09 set, 2020 - 19:33

A Plataforma de Apoio aos Refugiados pede que a sociedade civil manifeste a sua disponibilidade para acolher alguns dos migrantes que terão agora de ser realojados.

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Já foram retirados de Moria alguns dos menores desacompanhados que vivem naquele campo de refugiados, um dos maiores da Europa, situado na ilha grega de Lesbos, onde esta madrugada um incêndio deixou quase 13 mil pessoas desalojadas.

A informação foi avançada à Renascença ao final desta quarta-feira por Fabiana Faria, que se encontra no local.

Os menores foram transportados de avião para outro centro comunitário nas ilhas gregas, com apoio das Nações Unidas. Não se sabe ao certo quantos menores foram retirados.

A operação foi desencadeada após o trágico incêndio que, na última madrugada, destruiu o campo de Moria. Não há vítimas mortais a registar.

Fabiana Faria diz que, depois desta primeira opearção de retirada, estão previstos mais voos.

“Estas crianças foram encontradas e foram transportadas com o apoio das ONU para um centro que também é apoiado pela ONU, onde as crianças vão ficar até poderem ser evacuadas para o continente. O primeiro avião de crianças menores desacompanhadas já partiu da ilha. Haverá mais voos, mas não se sabe ainda quando.”

Em Portugal a Plataforma Apoio Refugiados (PAR) pede ao Governo e à sociedade civil que se disponibilizem para ajudar a acolher alguns dos migrantes que têm agora de ser realojados.

André Costa Jorge, da PAR, diz que não basta observar de longe.

“Estas pessoas, para saírem destes campos, que não têm condições, têm de ser reacolhidas noutros países europeus, incluindo em Portugal. Tem de haver um esforço conjunto de ação dos governos e também uma participação ativa da sociedade civil.”

“O nosso apelo é que a sociedade civil também faça a sua parte e manifeste a sua disponibilidade para apoiar o acolhimento. Não basta ficar a assistir às tragédias com a sensação de que não podemos fazer nada. Podemos e devemos fazer”, conclui.

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