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Bispos descartam cenário de despedimentos no Santuário de Fátima

08 set, 2020 - 16:00

Posição tomada na reunião do conselho permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, que decorreu precisamente em Fátima. Por sua vez, o santuário nega, em comunicado, que esteja em curso um plano de despedimentos, embora admita que há incentivos para quem quer a desvinculação voluntária.

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Os bispos porugueses descartam o cenário de despedimentos no Santuário de Fátima.

A decisão foi conhecida no final da reunião do conselho permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que decorreu precisamente em Fátima.

Interrogado pelos Jornalistas, o porta-voz da CEP, padre Manuel Barbosa assegurou que "não há despedimentos".

Questionado sobre a reestruturação em curso na instituição, o porta-voz do episcopado manifestou a confiança dos bispos nos responsáveis pela gestão e organização do Santuário de Fátima.

Santuário divulga comunicado

O Santuário de Fátima nega, em comunicado divulgado esta terça-feira, que esteja em curso um plano de despedimentos, embora admita que há incentivos para quem quer a desvinculação voluntária.

Num comunicado, a porta-voz do santuário, Carmo Rodeia, revelou que “está em curso uma reflexão para que durante este mês se possa concluir mais um conjunto de medidas de redução de gastos, a implementar para um cenário de prolongamento da crise económica que se antevê".

Reiterando que “as questões relacionadas com a manutenção dos postos de trabalho são determinantes”, Carmo Rodeia salientou que “para além dos trabalhadores que pretendam aderir aos incentivos em curso para desvinculação voluntária, não está previsto um plano de despedimentos.”

Carmo Rodeia revelou também que “o santuário não está, como nunca esteve, em falência nem numa situação de insolvência” e que “todas as medidas definidas e tomadas visam manter uma gestão rigorosa, equilibrada e profissional para garantir preventivamente a sustentabilidade do Santuário de Fátima no futuro.”

A situação é justificada com o impacto da pandemia. “Desde que começou a pandemia, o número de peregrinações organizadas - internacionais e portuguesas - registou uma queda abrupta, na ordem dos 99%”, o que “provocou uma queda de 77% dos donativos".

Por isso, “o santuário viu-se obrigado a rever as suas opções orçamentais”. Entre outras medidas, “foram suspensos investimentos que não tivessem carácter de urgência, o programa regular de atividades pastorais foi reduzido de forma significativa e todos os departamentos apresentaram medidas de redução de gastos.”

Todavia, frisou Carmo Rodeia, “foram honrados todos os encargos com trabalhadores sem recorrer a qualquer medida de apoio externo” e “garantiu-se o pagamento integral e pontual a fornecedores, no prazo máximo de 30 dias”, além de se ter concedido “apoios financeiros a instituições de solidariedade social, a famílias carenciadas e à Igreja em Portugal, nomeadamente à diocese de Leiria-Fátima, num total de 780.871 euros.”

Dada a “função social importante” que desempenha, “e da qual não se demite”, o Santuário, “neste período de pandemia, aumentou em 60% os apoios a famílias e pessoas carenciadas.”

Esta é a “realidade dos factos” e não as “acusações que têm tido eco nalguma comunicação social e que têm posto em causa o bom nome e a idoneidade moral da equipa que governa este Santuário”. Acusações que Carmo Rodeia diz serem “falsas, caluniosas e difamatórias” e que “resultam em grande parte de uma campanha organizada dentro da Igreja diocesana e que atinge a credibilidade da Instituição e a integridade moral dos seus corpos dirigentes.”

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