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Coronavírus

Avisos ao Governo e desilusão no final da reunião do Infarmed

07 set, 2020 - 22:08 • Lusa

Esta segunda-feira marcou o recomeço das reuniões com especialistas, políticos e parceiros sociais para analisar a situação da Covid em Portugal.

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Avisos e pedidos ao Governo e manifestações de desilusão marcaram as intervenções dos partidos pequenos no final da reunião que juntou, esta segunda-feira, no Porto, especialistas, políticos e parceiros sociais para analisar a situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal.

O BE pediu esta segunda-feira ao Governo que, perante a pressão que o país vai viver devido à pandemia, seja reforçado o número de profissionais nas escolas, Serviço Nacional de Saúde e lares, criticando “alguma insuficiência de informação”.

Aquilo que nós dissemos lá dentro, muito direcionado para o Governo, do ponto de vista de perspetiva política e daquilo que nós achamos que é necessário é que há três áreas fundamentais onde nos parece que deve haver maior intervenção do Estado, reforço do Estado e principalmente reforço de profissionais”, defendeu Moisés Ferreira.

Também o PAN se manifestou preocupado com o regresso às aulas e defendeu que devem ser adotadas medidas para "redução do número de contactos" nas escolas, como a diminuição do número de alunos por turma.

Bebiana Cunha começou por se congratular com "o retomar destas sessões", referindo que o PAN tinha "apresentado uma proposta com este mesmo fim", e também saudou a sua "descentralização", com a passagem do Infarmed, em Lisboa, para o Porto.

"Cabe-nos aqui manifestar a nossa preocupação com a forma como está a decorrer este regresso às aulas. Consideramos que ele é obviamente fundamental, é fundamental que decorra e que sejam criadas as condições o mais seguras possível nos contextos escolares, mas é fundamental que o Governo faça, então, a sua parte", declarou, depois.

Por sua vez, a Iniciativa Liberal considerou a reunião “dececionante”.

“O Infarmed não veio, mas ao menos veio alguma das reuniões [para o Porto], começou por ironizar Tiago Mayan Gonçalves.

De acordo com Tiago Mayan Gonçalves, “esta reunião foi dececionante” já que “o grande objetivo declarado para esta reunião ser pública era de prestar informação direta aos cidadãos sobre a questão da pandemia”.

“E o que vimos foi uma reunião claramente expositiva, técnica e nunca dirigida aos cidadãos. Vimos pessoas mais preocupadas a trocar cumprimentos entre si e com grandes salamaleques de introdução e muito pouco preocupadas em dirigir uma mensagem para os cidadãos”, lamentou.

Por fim, o deputado único do Chega criticou o Governo por não ter definido um plano de transportes para estudantes entre as suas casas e as escolas, considerando haver uma “grande probabilidade” de o regresso às aulas correr mal.

“É incompreensível que o Governo, a uma semana do arranque do ano escolar, não tenha definido, desenhado e implementado um projeto e um plano específico de transportes para estudantes entre as suas escolas e meio escolar, havendo o risco de termos de fechar as escolas pouco depois de as reabrirmos”, afirmou André Ventura

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