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Pandemia de Covid-19

Ministra da Saúde diz que país está preparado para enfrentar regresso à escola em segurança

07 set, 2020 - 21:57 • Lusa

"Também estamos melhor preparados, passados pouco mais de seis meses do início da pandemia, para enfrentar um eventual recrudescimento” da Covid-19, disse Marta Temido à saída da reunião sobre a situação epidemiológica entre especialistas e políticos no Porto.

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A ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou esta segunda-feira que o país está preparado para “enfrentar o regresso à escola em segurança" e que, volvidos seis meses do início da pandemia, está também preparado para um eventual “recrudescimento” da Covid-19.

“Aquilo que queremos hoje sublinhar é que estamos preparados para enfrentar o regresso à escola em segurança das nossas crianças e jovens adultos, e também estamos melhor preparados, passados pouco mais de seis meses do início da pandemia, para enfrentar um eventual recrudescimento da doença”, afirmou Marta Temido.

A ministra, que falava à margem da reunião sobre a evolução da Covid-19 em Portugal, que juntou peritos, políticos e parceiros sociais, no Porto, disse ainda que tal será possível porque o país tem “mais meios, experiência e conhecimento”, embora o contexto seja “naturalmente de grande exigência”.

“Temos mais capacidade de testes, mais capacidade de cuidados intensivos, equipas na saúde pública que estão mais preparadas para estas respostas localizadas em trabalho com todos os atores”, sublinhou Marta Temido.

Depois de uma reunião que, segundo a ministra, "permitiu fazer o ponto da situação da evolução da doença em Portugal", Marta Temido realçou também que a luta contra a Covid-19 é “um processo que vai contar com a capacidade de ir incorporando aquilo que é a nossa aprendizagem”.

Regresso às aulas é primordial para alunos

O ministro da Educação considera “primordial” a reabertura das escolas pela saúde física e psicológica dos alunos, pela literacia e pelas dinâmicas económicas e sociais das famílias, garantindo existir “total segurança” nos estabelecimentos de ensino.

Tiago Brandão Rodrigues sublinhou que o Governo quer as crianças nas escolas, mas caso as aulas tenham de ser interrompidas têm de ser “no menor espaço e tempo possível”.

O governante lembrou a importância de as escolas voltarem a ser “paradigma da segurança” na sociedade, reforçando que se as infraestruturas públicas tivessem os mesmo níveis de segurança que têm as escolas todos estariam mais tranquilos quanto à progressão da pandemia.

Apesar de assegurar total segurança no arranque do ano letivo, Tiago Brandão Rodrigues sublinhou que o Governo está a criar condições para, se necessário, garantir o ensino à distância e misto.

“Quanto ao estudo em casa, transmitido no canal público, teremos novidades em breve”, adiantou.

O encontro desta segunda-feira foi o primeiro depois do verão e o primeiro a realizar-se no Porto e contou com a participação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa - que saiu sem prestar declarações, ao contrário do que aconteceu em todas as outras reuniões - o primeiro-ministro, António Costa, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, bem como líderes e representantes partidários, patronais e sindicais.

A pandemia de Covid-19 já provocou pelo menos 889.498 mortos e infetou mais de 27,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.843 pessoas das 60.507 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

[Notícia atualizada às 22h16]

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