|

 Casos Ativos

 Internados

 Recuperados

 Mortes

A+ / A-

Bloco de Esquerda avança com pedido de comissão de inquérito ao Novo Banco

02 set, 2020 - 13:15 • Liliana Monteiro , Cristina Nascimento com Lusa

Deputada Mariana Mortágua lembra que os problemas na instituição bancária já custaram aos constribuintes oito mil milhões de euros.

A+ / A-

A deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua anunciou esta quarta-feira que o partido vai propor a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito ao Novo Banco para apurar todas as responsabilidades.

"O Novo Banco custou oito mil milhões de euros ao Estado e aos contribuintes portugueses. Não é uma brincadeira, não era inevitável e é preciso apurar responsabilidades. É por isso que o grupo parlamentar do BE decidiu avançar para uma comissão de inquérito", revelou Mariana Mortágua numa conferência de imprensa no Parlamento, em Lisboa.

Segundo a deputada, os bloquistas querem "apurar responsabilidades" porque não desistem "de proteger o interesse público".

"Não aceitamos que este buraco no Novo Banco seja inevitável e tenha que ser pago com o dinheiro de todas e de todos os contribuintes portugueses. Procuraremos transparência, procuraremos encontrar as decisões que poderiam ter sido evitadas e também os seus responsáveis", explicou.

A deputada bloquista revelou ainda que o Banco de Portugal recusou, mais uma vez, entregar ao Parlamento o relatório da auditoria interna que avaliou a actuação do regulador na resolução do Banco Espírito Santo.

"O Bloco de Esquerda refez o requerimento para que, com uma nova administração e um novo Governador, o Banco de Portugal enviasse essa auditoria ao Parlamento", explicou a deputada bloquista, adiantando que receberam esta quarta-feira a resposta.

"O governador Mário Centeno recusa-se a enviar a auditoria à resolução do BES à Assembleia da República, contrariando as posições do Governo, incluindo quando fazia parte do Governo como ministro das Finanças", acusa.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.