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França

Charlie Hebdo republica caricaturas de Maomé na véspera de julgamento do atentado

01 set, 2020 - 11:52 • Lusa

"Nós não dormiremos nunca. Nós nunca renunciaremos", explicou o diretor do jornal satírico francês, cuja redação foi alvo de um tiroteio que fez 12 mortos, em 2015.

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A revista satírica Charlie Hebdo republica, na quarta-feira, dia em que começa o julgamento sobre o ataque terrorista à sua redação, as caricaturas de Maomé que a transformaram num alvo dos jihadistas, anunciou a publicação esta terça-feira.

"Nós não dormiremos nunca. Nós nunca renunciaremos", justificou o diretor do jornal satírico, Riss, neste número especial.

Os ‘cartoons’ são acompanhados pela pergunta: "Tudo isto por isto?".

O número especial do jornal sai para as bancas na quarta-feira, data do início do processo que vai julgar os acusados do ataque terrorista que matou 12 pessoas na redação, mas a edição online com as caricaturas está disponível a partir desta terça-feira.

A capa do jornal contém as gravuras de Maomé publicadas inicialmente pelo jornal dinamarquês "Jyllands-Posten" em 2005 e também uma caricatura feita por Cabu, morto no atentado.

No dia 7 de janeiro de 2015, os irmãos Kouachi conseguiram entrar na redação do Charlie Hebdo, matando 12 pessoas. Entre as vítimas mortais estavam Charb, o então diretor da publicação, e outros cartoonistas como Cabu, Honoré, Tignous e Wolinski,

O processo do Charlie Hebdo vai começar esta quarta-feira no Tribunal de Paris e julgar 14 pessoas consideradas como cúmplices neste ataque, já que os irmãos Kouachi foram abatidos pela polícia alguns dias após o crime.

Estão também em causa os ataques perpetrados por Amedy Coulibaly, nos dias que se seguiram ao atentado ao "Charlie Hebdo" e que terão sido coordenados com os irmãos Kouachi: a morte de uma polícia em Montrouge, nos arredores da capital, e a morte de outras quatro pessoas num supermercado, também à volta de Paris.

Comentários
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  • Antonio Teixeira
    02 set, 2020 MAIA 14:31
    Esperamos que um dia, ainda breve, se saiba a verdade sobre este atentado. Desejamos que não seja mais uma operação ao estilo dos anos 60 e 70 em França e na Itália.
  • Anónimo
    01 set, 2020 23:12
    Prisão para essa escumalha assassina. E pode ser que lá dentro lhes façam a folha.