Tempo
|
A+ / A-

OE 2021

Catarina Martins responde a Costa. Ultimato “não resolve nada”

29 ago, 2020 - 12:14 • Marta Grosso

Primeiro-ministro deixou um aviso à esquerda: “se não houver acordo” sobre o Orçamento do Estado para 2021, “há uma crise política”. Líder do Bloco de Esquerda reage.

A+ / A-

“Não resolve nada nem mobiliza ninguém”, diz Catarina Martins responde assim às ameaças de crise política feitas por António Costa em entrevista ao “Expresso”.

Numa mensagem no Twitter, a líder do Bloco de Esquerda diz que o país precisa, sim, de respostas fortes à crise sanitária, social e económica no Orçamento para 2021.

É a resposta às declarações do primeiro-ministro ao “Expresso”, na qual deixa o aviso de que, sem acordo com a esquerda para o próximo Orçamento do Estado, a crise é inevitável e o Governo pode cair.

Durante a entrevista, Costa assume várias vezes que prefere deixar o Governo cair do que negociar com o PSD a aprovação das contas para o próximo ano. E deixa o recado à esquerda: "quem não quer assumir responsabilidades deve dedicar-se a outra atividade".

"Se queremos que haja menos desemprego em 2022, temos de atempadamente definir as políticas", afirma, considerando que seria um erro enorme a esquerda perder esta “oportunidade histórica” de desenhar “o que será o país nas próximas décadas”.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Cidadao
    29 ago, 2020 Lisboa 13:07
    Vamos ver quantos sapos engole o BE e a Catarina, para não ficar na fama de ter feito uma crise política artificial e que quem tem dois dedos de testa, sabe que não passará das ameaças e da chantagem baratucha...