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Marcelo quer Governo e médicos "de mãos dadas" e mais cooperação entre Segurança Social e Saúde

27 ago, 2020 - 18:42 • Lusa

Presidente comenta tensão entre Ordem dos Médicos e executivo. "Temos de trabalhar em conjunto e mesmo todos somados seremos poucos para o desafio que temos pela frente”, afirma.

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O Presidente da República defende que a pandemia de covid-19 exige que Estado e médicos estejam "de mãos dadas" e considera que deve haver maior cooperação entre a Segurança Social e a Saúde relativamente aos lares.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas no início de uma visita à Feira do Livro de Lisboa, questionado sobre o diferendo entre o primeiro-ministro, António Costa, e a Ordem dos Médicos, em relação ao surto de covid-19 no lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva, em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, onde o chefe de Estado prometeu ir "quando for possível visitar os lares".

"Eu entendo que temos de estar todos unidos. Aquilo que temos vivido e aquilo que vamos viver exige uma grande convergência de esforços", respondeu o Presidente da República, acrescentando: "Nessa convergência entra naturalmente o Estado, de um lado, e os profissionais de saúde, do outro lado, e dentro dos profissionais de saúde os médicos - eles que foram, são e serão alguns dos heróis desta saga, sempre o disse e sempre o direi".

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, tanto os médicos como o Estado têm noção de que "os portugueses não perdoariam se estivessem de costas viradas uns para os outros".

Interrogado se este diferendo prejudica o combate à covid-19, o chefe de Estado disse que prefere "olhar para o lado positivo das coisas".

"O lado positivo das coisas é que precisamos de estar todos de mãos dadas. Quer dizer, nem o Estado consegue resolver o problema da pandemia sem os profissionais de saúde, nem os profissionais de saúde conseguem verdadeiramente fazer o que têm feito em condições extraordinárias sem o apoio do Estado, sem o investimento do Estado, sem a criação de condições reforçadas para aquilo que têm de realizar ao serviço da comunidade", prosseguiu.


Relativamente aos lares de idosos em geral, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu um "reforço" da coordenação e cooperação entre Segurança Social e Saúde, uma "maior conjugação" entre os dois setores.

"Não se pode dizer que uma questão como a questão dos lares seja uma questão só da Segurança Social - não é, é da Saúde. Também não se pode dizer que seja só da Saúde - é da Saúde e da Segurança Social e da Solidariedade Social", argumentou.

Noutro plano, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, avisa que não vai alinhar em crises políticas, numa altura em que os partidos vão começar a negociar o Orçamento do Estado (OE) para 2021.

Marcelo Rebelo de Sousa avisa que não pretende dissolver a Assembleia da República no curto prazo de que dispõe, uma vez que há eleições presidenciais em janeiro de 2021.

O apelo de Marcelo foi lançado na véspera de o primeiro-ministro, António Costa, receber em São Bento, Bloco de Esquerda, PAN e PEV para procurar um acordo político de legislatura, incluindo desde logo a aprovação do Orçamento do Estado para 2021.

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