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Ópera "Tosca" abre Operafest que decorre até setembro

21 ago, 2020 - 06:50 • Lusa

Este festival, que visa cruzar tradição e vanguarda, vai decorrer nas Carpintarias de São Lázaro e no jardim do Museu Nacional de Arte Antiga.

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A ópera "Tosca" de Puccini, protagonizada pela soprano Catarina Molder, abre esta sexta-feira, no jardim do Museu Nacional de Arte Antiga, o Operafest, festival de ópera que decorre em Lisboa até 11 de setembro.

Além do jardim do museu, este festival, que visa cruzar tradição e vanguarda, segundo a organização, vai decorrer nas Carpintarias de São Lázaro, com direção geral e artística de Catarina Molder e produção da Ópera do Castelo.

O festival apresenta uma programação variada e abrangente que vai dos clássicos à ópera de vanguarda, para agradar a todos os públicos, explicou à agência Lusa Catarina Molder.

Além de "Tosca", que é hoje apresentada, a programação do certame conta com a Maratona Ópera XXI, um concurso de ópera contemporânea, uma 'rave' operática, com distanciamento social, que mistura o mundo da pop e da ópera, e "Cine-Ópera", com versões cinematográficas de grandes óperas.

A soprano defendeu a urgência de divulgar a ópera referindo que a "Tosca", de Puccini, não é encenada em Lisboa há 12 anos, que o São Carlos não faz uma encomenda há mais de 10 anos, e a Gulbenkian e a Culturgest também deixaram de fazer.

A "Maratona Ópera XXI" nos dias 30, 31 de agosto e 3 e 4 de setembro, leva a concurso sete novas óperas, que foram selecionadas no início do ano. "Ouvimos o trabalho apresentado e escolhemos estas, avaliadas pela qualidade e pela força dos libretos".

A "Tosca", de Puccini, que se estreia hoje, e estará em cena até dia 28, não será apresentada na versão completa, devido às restrições impostas pela Covid-19.

A compositora residente desta edição, Ana Seara, fez uma nova versão de "Tosca", "mais íntima, mas mais rica", disse Molder.

A mesma compositora também vai apresentar a "Rave operática", nas Carpintarias de São Lázaro, no bairro da Mouraria, "em que o mundo pop se cruza com a ópera, uma homenagem a vários artistas, que vão desde a Nina Hagen à Maria Callas, e que além de 'happenings' operáticos e misturas líricas, vai ter uma micro-ópera 'orgásmica', de cinco minutos", intitulada "Prazer".

O festival inclui conferências que exploram o tema central da programação desta primeira edição do Operafest Lisboa: a traição e o engano, explorando a ideia do "quanto pior, melhor", porque "na ópera quanto mais trágico melhor funciona".

Veja aqui o programa completo

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