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PSD Lisboa diz que partido não pode ficar "refém da extrema-direita"

13 ago, 2020 - 17:55 • Paula Caeiro Varela

Concelhia social-democrata condena ameaças a três deputadas e a ativistas, incluindo um dirigente da associação SOS Racismo, num comunicado com o titulo “Basta”.

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O PSD Lisboa diz que não pode haver tolerância para ameaças como as de que foram alvo duas deputadas do Bloco de Esquerda e a deputada independente Joacine Katar Moreira, a par de ativistas e de um dirigente da associação SOS Racismo. E, em comunicado divulgado esta quinta-feira, a estrutura concelhia condena o racismo, a xenofobia e a propagação de discursos de ódio.

No comunicado, o presidente da concelhia, Luís Newton, que é também presidente da Junta de Freguesia da Estrela, afirma que o Partido Social-Democrata "em momento algum poderá alimentar sequer a ideia de normalizar estes discursos", acrescentando que não pode permitir-se que se "propaguem discursos de ódio e manifestações como as que vimos no sábado em Lisboa, à porta da SOS Racismo".

No documento enviado às redações com o título "Basta", a concelhia do PSD considera que radicalismo gera radicalismo, e que atos como o envio de e-mails com ameaças são intoleráveis.

Em momentos destes, considera Luís Newton, "os políticos não podem permitir incertezas" e "a democracia não pode ser construída com quem nela não acredita".

Numa evidente crítica às recentes declarações de Rui Rio, que admitiu a possibilidade de entendimentos com o Chega se o partido liderado por André Ventura evoluísse para uma posição mais moderada, o dirigente social-democrata reforça a ideia de que o PSD não pode "compactuar com propostas políticas que ponham em causa valores como o respeito pela democracia, a pluralidade ou a dignidade humana".

E termina: "Se considero inaceitável que o PS esteja refém da extrema-esquerda, também não poderei aceitar que o PSD esteja refém da extrema-direita".

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