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Bienal de Gravura do Douro arranca esta segunda-feira e homenageia Silvestre Pestana

10 ago, 2020 - 09:00 • Olímpia Mairos

Entre agosto e outubro, este evento espalha-se por dez localidades do Norte. São 1.300 obras de 625 artistas, oriundos de 64 países.

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Arranca esta segunda-feira e vai prolongar-se até 31 de outubro. A Bienal Internacional de Gravura do Douro na sua 10.ª edição presta homenagem ao artista plástico Silvestre Pestana e vai espalhar 1.300 obras em 10 localidades do Norte de Portugal.

O evento cultural arranca precisamente com uma exposição de homenagem a Silvestre Pestana, poeta, artista plástico e performer, no Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa, que celebra este ano 10 anos de existência.

Silvestre Pestana nasceu em 1949 no Funchal, Madeira, e criou, desde os finais da década de 60 do século passado, uma obra singular através de uma grande diversidade de disciplinas.

Até 31 de outubro, a bienal contempla a realização de 16 exposições, conferências e oficinas, conta com a participação de 625 artistas, oriundos de 64 países, e com a exposição de 1.300 obras em 10 localidades do Norte de Portugal.

A Bienal Internacional de Gravura do Douro nasceu em 2001, pelas mãos de Nuno Canelas, natural de Alijó, com a ambição de descentralizar a cultura e promover a arte da gravura.

De acordo com Nuno Canelas, diretor e curador do evento a Bienal do Douro, “tem vencido os desafios da interioridade, da crise económica, da crise cultural, da própria crise da gravura e tem sabido manter vivos os pressupostos da arte e a autonomia da gravura no contexto da arte contemporânea”.

“A evolução, desde a sua origem em 2001, colocam-na hoje num patamar inimaginável, a par das mais importantes bienais do mundo”, declara Nuno Canelas.

Alicerçada no Douro, a mais antiga região vinícola demarcada do mundo, com dois patrimónios da humanidade atribuídos pela UNESCO e mundialmente reconhecidos quer pela sua paisagem vinhateira, quer pelo património arqueológico do Vale do Côa, a bienal, assegura o diretor e curador, é a “única de obra gráfica e representa a gravura tradicional bem como as renovadas tendências da gravura digital e dos novos media”.

A organização garante que as características do evento serão adaptadas no sentido de se cumprirem integralmente as normas da DGS e todas as recomendações aplicáveis.

A Bienal de Gravura do Douro teve início há 20 anos e de dois em dois anos divulga os trabalhos de gravura de vários artistas nacionais e internacionais pela região do Norte, em especial no Douro. A 10.ª bienal vai estar em Vila Real, Vila Nova de Gaia, Vila Nova de Foz Côa, Alijó, Bragança, Celeirós, Chaves, Favaios, Peso da Régua e São Martinho de Anta.

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