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Sindicato dos médicos critica novo sistema de prescrição eletrónica. “Não compliquem”

10 ago, 2020 - 20:15 • Hugo Monteiro com Lusa

Roque da Cunha diz que nova versão da aplicação complica mais o trabalho dos médicos. "Pelo menos não aumentem a burocracia”, pede.

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O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) criticou esta segunda-feira a nova versão do sistema de Prescrição Eletrónica Médica, afirmando que vem complicar ainda mais o trabalho dos médicos e travar a recuperação das consultas em atraso.

“O ministério da Saúde cria uma maneira de se perder mais tempo. Onde eram precisos dois cliques do rato, são agora precisos seis. Não compliquem”, apela o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha, em declarações à Renascença.

“Já que não têm dado qualquer tipo de incentivo ou apoio aos médicos que não seja palmadinhas nas costas, pelo menos não aumentem a burocracia”, pede.

“Facilitem o trabalho, porque só dessa maneira haverá tempo para mitigar os atrasos que esta pandemia veio causar ao SNS”, considera.

A nova versão da aplicação de Prescrição Eletrónica Médica (PEM), utilizada na maioria das unidades do SNS, foi implementada no final da semana passada.

Contactada pela agência Lusa, a SPMS explicou que as recentes alterações introduzidas no sistema de informação Prescrição Eletrónica Médica “visam permitir a possibilidade de prescrição de receitas desmaterializadas com 12 meses de validade”.

“Para facilitar a vida aos doentes crónicos e para concretizar este objetivo tornou-se necessário a recolha de forma estruturada da informação sobre diversas posologias”, refere a SPMS.

Com esta intervenção, explica, pretendeu-se “elevar a qualidade dos dados de todas as prescrições, substituindo-se o campo de texto livre, onde se escrevia a posologia, permitindo ao médico selecionar um conjunto de campos pré-preenchidos”.

“Apesar da simplicidade do sistema, consideramos que é sempre possível melhorá-lo, estando já marcada uma reunião entre a SPMS e o SIM que entre outros temas versará a simplificação da PEM”, adiantou a SPMS.

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