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Boletim DGS

Covid-19 chega a quatro novos concelhos. Sintra regista decréscimo de infeções

10 ago, 2020 - 17:15 • Joana Bourgard

Lisboa e Vale do Tejo continua a registar a maioria dos novos casos, mas Vila do Conde é o segundo município com maior aumento. Sintra passa de 3930 para 3906 casos, menos 24 do que há uma semana. Dois dos quatro concelhos onde chegou a Covid-19 estão na Madeira.

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À lista do número de infeções por concelho, divulgada esta segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS) juntam-se quatro novos municípios onde na semana passada não havia registo de casos da Covid-19. Santana e Ribeira Brava, na Madeira, registam cada um três casos. No continente, Figueira de Castelo Rodrigo e Constância juntam-se também à lista dos concelhos com infeções, cada um também com três casos.

O boletim epidemiológico diário da DGS revela que há 265 concelhos portugueses com, pelo menos, três casos confirmados de Covid-19. Os dados da Direção-Geral da Saúde revelam a totalidade de notificações médicas no sistema SINAVE, mas deixam de fora notificações laboratoriais.

Lisboa é agora o município não só com mais casos registados, mas também com o maior número de novas infeções (+129). Vila do Conde (+61), Torres Vedras (+56), Loures (+55) e Oeiras (+53) são os seguintes concelhos a registar mais infeções.

Amadora e Odivelas, onde anteriormente se verificaram grandes focos de infeção, contam 40 e 37 novos casos na última semana. Para além de Sintra, que regista o maior decréscimo, São Brás de Alportel conta com menos dois casos ativos. Arcos de Valdevez, Olhão, Bombarral, Redondo, Calheta (Madeira), Cuba e Ferreira do Alentejo registam menos um caso.

A DGS optou por suspender a atualização diária da caracterização demográfica dos casos confirmados, que passou a ser alvo de uma revisão semanal, publicada à segunda-feira.

Os dados divulgados, dão conta de apenas uma percentagem do total de casos, registado em Portugal. À Renascença, a Direção Geral da Saúde adianta que "existem sempre acertos nos dados por concelhos, quer por atraso de notificação, quer por relocalização do utente em área de residência".

O diretor do serviço de doenças infecciosas do Hospital Curry Cabral tinha já admitido, também em entrevista à Renascença, atrasos no registo dos dados no SINAVE.

Sabendo que a contabilização não será relativa ao total dos casos – nem acompanhará em simultâneo os dados reportados pelas autarquias - a DGS optou por disponibilizar apenas dados do SINAVE, sistema nacional de vigilância epidemiológica.

Seguida de Lisboa com 4691 infeções, Sintra (3906), Loures (2413), Amadora (2299) e Vila Nova de Gaia (1839) são os concelhos com mais casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo regista a maioria de novos infetados no país.

Portugal regista 1.759 mortes (mais três que no domingo) e 52.825 casos (mais 157) confirmados de infeção por Covid-19, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O número de casos recuperados sobe para 38.600, mais 89 em relação ao último domingo.

O número de pessoas internadas é de 374, mais oito do que no domingo, e nos cuidados intensivos estão 29 pessoas, menos quatro do que no domingo.

O relatório desta segunda-feira, com dados atualizados até às 00h00 de domingo, mostra uma subida de 89 no número de recuperados, para um total de 38.600. O número de casos ativos desce para 12.466 (mais 65).

A taxa de letalidade mantém-se nos 3,3%.

Desde o dia 1 de janeiro, registaram-se 458.607 casos suspeitos. O relatório revela, ainda, que 1.280 casos ainda aguardam os resultados dos testes laboratoriais e mais de 37 mil pessoas estão sob vigilância das autoridades sanitárias.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (8.741), seguida dos 30 aos 39 anos (8.631), dos 20 aos 29 anos (8.108), dos 50 aos 59 anos (7.961) e dos 60 aos 69 anos (5.285). Há, ainda, 78 infetados de idades desconhecidas.

Globalmente, há em Portugal 29.211 mulheres e 23.614 homens infetados.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (832), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (620), da região Centro (253), do Alentejo (22) e do Algarve (17). O boletim dá conta de 15 óbitos nos Açores. O arquipélago da Madeira continua sem registo de mortes por Covid-19.

É nos 80 anos para cima que se registam mais óbitos (1.174), seguido do grupo dos 70 aos 79 anos (345), dos 60 aos 69 anos (157), dos 50 aos 59 anos (57), dos 40 aos 49 anos (20), dos 30 aos 39 anos (4) e dos 20 aos 29 anos (2).

No total, morreram 874 mulheres e 885 homens com Covid-19.

Segundo a DGS, 35% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 28% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 14% fraqueza generalizada e 10% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 90% dos casos confirmados.

Dos casos ativos, mais de 90% são tratados no domicílio. Em internamento, estão 374 pacientes (mais 41 em enfermaria e 4 nos cuidados intensivos).

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