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A visão de um português no Líbano. “Sentimento é pessimista entre os libaneses”

10 ago, 2020 - 22:38 • Redação

Governo do Líbano demitiu-se depois de vários dias de protestos e avança para eleições antecipadas. João Sousa continua no país, mesmo após a grave explosão que fez milhares de vítimas.

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O fotojornalista João Sousa diz que os libaneses estão pessimistas em relação ao futuro, apesar das eleições antecipadas.

“Há esperança que algumas pessoas independentes, que não pertençam à esfera política das últimas décadas, possam levar o país noutro rumo. O sentimento é pessimista entre os libaneses, que normalmente é um povo bastante otimista e resiliente, mas eles não acreditam que, mesmo com eleições antecipadas, possa haver uma mudança fundamental na natureza política deste país”, disse, em declarações à Renascença.

O Governo do Líbano demitiu-se depois de dias de violentos protestos nas ruas, repetidos esta segunda-feira, em Beirute.

João Sousa lembra que o país atravessa uma grave crise. “O Líbano tem a terceira maior inflação do mundo, não há acesso a dólares, há cada vez mais desemprego e, portanto, as pessoas estão cronicamente insatisfeitas com a classe política inteira”.

Entretanto, subiu para 160 o número de mortos após as fortes explosões na zona portuária da capital. Há, ainda, pelo menos, 20 desaparecidos e mais de seis mil feridos.

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