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Milhares de manifestantes voltam às ruas de Jerusalém a pedir demissão de Netanyahu

08 ago, 2020 - 22:57 • Lusa

Desde o início do verão que milhares de israelitas tomaram as ruas, apelando à demissão de Netanyahu, protestando contra a forma como lidou com a crise do coronavírus no país e reclamando a sua suspensão de funções enquanto estiver a ser julgado por acusações de corrupção.

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Milhares de manifestantes encheram este sábado as ruas das imediações da residência oficial do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no centro de Jerusalém, em mais um protesto para exigir a sua demissão.

Os trabalhadores independentes cujas empresas foram prejudicadas pela crise económica também se juntaram à marcha de hoje.

Embora Netanyahu tenha tentado minimizar os protestos, as manifestações só parecem estar a ficar mais fortes.

Hoje, em Jerusalém, os manifestantes empunharam bandeiras israelitas, tocaram buzinas e entoaram palavras de ordem contra Netanyahu.

"Ministro da Criminalidade" e "Balfour está nas nossas mãos", numa referência à rua onde vive Netanyahu, foram algumas das mensagens presentes em faixas e cartazes exibidos pelos manifestantes.

Netanyahu é acusado de corrupção e o governo de coligação do país criticado por "não reconhecer o sofrimento dos cidadãos".

Cerca de 1.000 pessoas também protestaram num cruzamento perto da casa de praia de Netanyahu, na cidade costeira de Caesaria.

As manifestações foram acompanhadas por forte presença policial, mas não houve relatos de violência nos protestos, que decorreram de forma ordeira.

As manifestações contra Netanyahu são os maiores protestos em Israel desde 2011, quando os israelitas saíram às ruas para protestar contra o elevado custo de vida do país.

Depois de ter agido rapidamente para conter o vírus na Primavera, muitos acreditam que Israel reabriu a sua economia demasiado depressa, conduzindo a novos surtos da doença, com o país a atingir agora níveis recorde de infeções pelo novo coronavírus, enquanto o desemprego subiu para mais de 20%.

Muitos dos manifestantes, incluindo jovens israelitas desempregados, acusam Netanyahu de gerir mal a crise do coronavírus.

Netanyahu catalogou os manifestantes como "esquerdistas" e "anarquistas", acusando-os de incitarem à violência contra o seu governo.

Acusou também os meios de comunicação social locais de incentivarem as manifestações ao lhes darem grande cobertura mediática.

O filho de Netanyahu, Yair, causou polémica, esta semana, quando descreveu os manifestantes como "alienígenas", o que levou a que hoje muitos participantes nos protestos tenham aparecido vestidos de extraterrestres.

Embora as manifestações tenham sido globalmente pacíficas, tem havido alguns focos de violência ao longo das semanas.

Alguns manifestantes entraram em confronto com a polícia, acusando-a de uso excessivo de força, enquanto pequenos grupos de apoiantes de Netanyahu filiados a um grupo de extrema-direita agrediram os manifestantes.

As manifestações, que têm lugar várias vezes por semana em locais por todo o país, são organizadas por uma rede de grupos de ativistas sem ligações políticas.

Alguns são contra a permanência de Netanyahu em funções enquanto está a ser julgado por acusações de fraude, quebra de confiança e recebimento de subornos.

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