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AHRESP

43% dos restaurantes ponderam avançar para insolvência

05 ago, 2020 - 06:45 • Lusa

Inquérito revela que a maioria não irá conseguir suportar os encargos habituais, como pessoal, rendas, energia, fornecedores e outros, a partir do mês de agosto.

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Cerca de 43% das empresas de restauração e bebidas e de 17% do alojamento turístico ponderam avançar para insolvência, informa o mais recente inquérito mensal da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

"A esmagadora maioria refere que não irá conseguir suportar os encargos habituais, como pessoal, rendas, energia, fornecedores e outros, a partir do mês de agosto", lê-se no comunicado.

No inquérito mensal anterior, publicado pela AHRESP no início de julho, o número de empresas do ramo que tencionava avançar para insolvência era de 38%.

A AHRESP realçou que ainda 75% das empresas de bebidas e restauração inquiridas registaram "perdas acima dos 40%" na faturação, durante o mês de julho.

Mais de 16% das empresas do ramo não pagou os salários de julho e 14% delas "só pagou parcialmente", refere ainda o comunicado.

A AHRESP informou ainda que mais de 30% das empresas assumiu não "conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do ano" e que 16% delas já despediram trabalhadores desde o início do estado de emergência, em 17 de março, devido à pandemia de covid-19.

No ramo do alojamento turístico, cerca de 17% das empresas inquiridas assumiram "avançar para insolvência", caso "não consigam suportar todos os encargos", depois de, no mês de julho, 47% dessas empresas ter apresentado taxas de ocupação até 10%.

"Durante todo o mês de julho, 27% das empresas não registou qualquer ocupação e 20% indicou uma ocupação máxima de 10%", indica o comunicado.

A AHRESP informou também que "mais de 22% das empresas não conseguiu efetuar o pagamento dos salários em julho e 9% só o fez parcialmente".

Cerca de 15% das empresas de alojamento turístico assumiu, no inquérito, que não vai "conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do ano", enquanto a percentagem que "não sabe se vai conseguir manter a totalidade dos seus trabalhadores" ascende a 61%.

O inquérito mensal da AHRESP às empresas decorreu entre 31 de julho e 3 de agosto, tendo contabilizado 1.377 respostas válidas.

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  • Cidadao
    05 ago, 2020 Lisboa 10:38
    Façam cessar de imediato, todos os apoios a essas empresas. Se é para fechar e despedir pessoal, qualquer apoio que lhes deem, será desviado para a conta bancária do patrão/dono da Empresa, que se calhar, fecha, pira-se na calada da noite e ainda deixa salários em atraso e dividas aos empregados. E isso não pode ser.