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Assis reafirma apoio a Ana Gomes para Belém. Sucessão de Costa é “debate fora de tempo”

15 jul, 2020 • José Pedro Frazão


O novo presidente do Conselho Económico e Social considera que não é tempo para debater quem pode ser o sucessor de António Costa no PS. Já nas Presidenciais, Assis reafirma apoio a Ana Gomes. No debate “Casa Comum” da Renascença, Paulo Rangel comenta as declarações de Pedro Nuno Santos sobre a corrida presidencial.

Francisco Assis não acredita que surja alguém na área política do Partido Socialista com vontade de se candidatar a Belém, à excepção de Ana Gomes, candidata que apoiaria sem reservas. No programa "Casa Comum" da Renascença, o antigo eurodeputado do PS foi confrontado com o debate em torno dos nomes a apoiar pelos socialistas na corrida presencial.

“A única pessoa da área do PS que manifestou uma disponibilidade para encarar essa possibilidade - embora não tenha dito que o seria - foi Ana Gomes. Não vi mais ninguém a fazê-lo e francamente ficaria muito surpreendido se isso viesse a suceder”, afirma Assis que lembra o compromisso da direcção do PS em levar o assunto a debate interno em Setembro.

Quanto à sua posição mantém-se a favor de uma candidatura de Ana Gomes. “Não tenho nenhuma razão para mudar a minha posição. Nada ocorreu que justifique a mudança da minha posição”, reafirma o também ex-eurodeputado no debate com Paulo Rangel.

O social-democrata diz que Pedro Nuno Santos, ao dizer que votaria num candidato do BE e do PCP se o PS não apoiar um nome à esquerda, não mostrou o temperamento frontal que o caracteriza.

“O que ele deveria ter dito é que apoiaria Ana Gomes se ela fosse candidata. Devia dizer que o PS tem recursos para apresentar uma candidatura. Se ele tivesse feito isso, teria mostrado uma grande coragem. Assim ficou a meio caminho e isso não condiz muito com a sua personalidade que costuma ser franca e aberta e não se fica por meias palavras”, contesta Paulo Rangel.

O eurodeputado do PSD diz que no PS vive-se uma “luta de galos” no debate sobre possíveis sucessores de António Costa. Já Francisco Assis considera que não há “neste momento” no interior do Partido Socialista “qualquer tipo de predisposição séria” para antecipar esse debate.

“Essa questão não deve ser colocada. No momento que estamos a atravessar, marcado por esta grave crise sanitária e por uma crise económica que todos antecipamos que seja extremamente grave, não faria qualquer sentido que um partido, para mais de Governo, estivesse a antecipar uma questão que é completamente fora de tempo”, remata Assis.

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