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Covid-19

Balanço DGS. Mais duas mortes e 306 casos, 83% em Lisboa e Vale do Tejo

13 jul, 2020 - 12:55 • Redação

Mais um óbito na casa dos 30 anos. Taxa de letalidade desce para 3,5%. Número de casos ativos ultrapassa os 14.000.

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Portugal regista 1.662 mortes (mais duas) e 46.818 casos (mais 306, o que supõe um aumento de 0,7%) confirmados de infeção com Covid-19, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Uma das mortes e 254 dos diagnósticos (83,01%) ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, que é, neste momento, o epicentro da pandemia em Portugal, com um total de 22.865 casos confirmados.

O relatório desta segunda-feira, com dados atualizados até às 00h00 de domingo, mostra uma subida de 158 no número de recuperados, para um total de 31.065 (66,35% dos casos confirmados). O número de casos ativos sobe para 14.091 (mais 146).

A taxa de letalidade desce para 3,5% (16,1% acima dos 70 anos).

Desde o dia 1 de janeiro, registaram-se 406.412 casos suspeitos. O relatório revela, ainda, que 1.291 casos ainda aguardam os resultados dos testes laboratoriais e mais de 34 mil pessoas estão sob vigilância das autoridades sanitárias.

Lisboa e Vale do Tejo é a região mais afetada, em termos cumulativos, pela pandemia, com 22.865 casos (o que representa 48,84% das infeções). Seguem-se Norte (18.142), Centro (4.276), Algarve (708), Alentejo (576), Açores (152) e Madeira (99).

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (7.712), seguida dos 30 aos 39 anos (7.587), dos 50 aos 59 anos (7.198), dos 20 aos 29 anos (7.040), dos 80 anos para cima (5.602), dos 60 aos 69 anos (4.759), dos 70 aos 79 anos (3.305), dos 10 aos 19 anos (2.043) e até aos nove anos (1.524). Há, ainda, 48 infetados de idades desconhecidas.

Globalmente, há em Portugal 26.080 mulheres e 20.738 homens infetados.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (823), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (541), da região Centro (250), do Alentejo (18) e do Algarve (15). O boletim dá conta de 15 óbitos nos Açores. O arquipélago da Madeira continua sem registo de mortes por Covid-19.

É nos 80 anos para cima que se registam mais óbitos (1.111), seguido do grupo dos 70 aos 79 anos (321), dos 60 aos 69 anos (150), dos 50 aos 59 anos (55), dos 40 aos 49 anos (20), dos 30 aos 39 anos (3 - mais um) e dos 20 aos 29 anos (2).

No total, morreram 831 mulheres e 831 homens com Covid-19.

Recentemente, a DGS optou por suspender a atualização dos dados relativos ao número de casos por concelho, adiantando que estará “a realizar a verificação de todos os dados com as autoridades locais e regionais de saúde, que ficará concluída durante os próximos dias”. Prevê-se que a divulgação destes dados seja retomada na terça-feira.

Não obstante, na conferência de imprensa de atualização da situação pandémica em Portugal, a diretora-geral da Saúde revelou que há 42 casos confirmados de Covid-19 num surto entre trabalhadores de uma fábrica de cerâmica na freguesia do Carregado, do distrito de Lisboa. Nesta altura, aguardam-se os resultados realizados a 170 pessoas.

"Está a ser feita a intervenção que costuma ser feita pelas autoridades de saúde e locais. Estamos a tentar conter o surto na sua origem, a procurar os contactos destas pessoas que podem estar espalhados por várias regiões da Grande Lisboa ou até mesmo outras. Agora, é todo um trabalho de investigação epidemiológica que terá de ser feito", explicou Graça Freitas.

Em relação ao surto no Hospital de São José, em Lisboa, dos 36 doentes que deram positivo, sete foram transferidos para o Hospital Curry Cabral e 29 estão isolados nas suas enfermarias.

A situação no IPO de Lisboa “está completamente estabilizada”, garante Graça Freitas. Até agora, foram detetados 121 casos positivos naquele hospital oncológico.

Na mesma conferência de imprensa, o secretário de Estado da Saúde garantiu que está em curso um “plano de grande profundidade” de preparação dos serviços de saúde para um inverno com Covid-19.

António Lacerda Sales referiu que, desde março, os serviços de saúde portugueses já foram reforçados com a contratação de cerca de 3.900 profissionais de saúde. Os contratos são a termo certo, mas prorrogáveis de acordo com as necessidades “quer para o verão, quer para o inverno”.

O secretário de Estado garantiu, ainda, que a preparação dos serviços de saúde para a época do inverno em simultâneo com a Covid-19 não passa só pelos recursos humanos, mas também pelo “reforço a nível das infraestruturas”, “a vacinação”, “um aumento da capacidade de testagem”, entre outras medidas.

Segundo a DGS, 36% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 28% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 14% fraqueza generalizada e 10% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 90% dos casos confirmados.

Dos casos ativos, 13.624 (cerca de 96,7%) são tratados no domicílio. Em internamento, estão 467 (3,3%) dos pacientes (mais cinco pessoas que no dia anterior): 63 (0,4%) em unidades de cuidados intensivos (menos uma) e 404 (2,9%) em enfermaria.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 12,9 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 569 mil, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. Dos casos de infeção, mais de 7,1 milhões tiveram alta.

Os EUA são o país com mais óbitos (135.205), seguidos de Brasil (72.100), Reino Unido (44.904), México (35.006), Itália (34.954) e França (30.007).

Depois de surgir em Wuhan, na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras. Portugal esteve em estado de emergência entre 19 de março e 2 de maio.

Número de novos casos por dia:

Evolução diária de casos, óbitos e recuperados:

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